9ª Romaria da Terra e das Águas de Rondônia reúne 3 mil em Iata

De 1945 até 1971, o distrito de Iata, no município de Guajará-Mirim (RO), foi o responsável pelo abastecimento de alimentos de Porto Velho,  Guajará-Mirim e outros municípios do Estado de Rondônia. Era um dos pontos de parada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a única ferrovia da Amazônia. Apesar de sua importância histórica para Rondônia, Iata corre o risco de desaparecer sob as águas da Hidrelétrica. Por esta razão, foi escolhida para sediar a 9ª Romaria da Terra e das Águas do estado, realizada no início do mês.

Cerca de 3 mil romeiros vindos de Rondônia, Acre e Bolívia participaram da Romaria, sendo recebidos por 250 indígenas de diversas etnias que fizera a “mística das águas”, em respeito á natureza, mas também, em protesto contra a construção de uma barragem na cachoeira do Ribeirâo, a alguns quilômetros de Iata.

“A Romaria quis lançar um grito de esperança e alerta para que nossos governantesRomariaRO vejam as necessidades reais da nossa comunidade. Nós, como igrejas reunidas, temos que gritar para que esta situação mude para o bem de nosso povo”, alertou o bispo diocesano de Ji-Paraná (RO), dom Bruno Pedron,.

A Romaria teve como tema: “A Água e o verde, vida do Planeta” e lema: “A Criação geme em dores de parto”, lembrando a Campanha da Fraternidade de 2011. As Romarias da Terra e das Águas de Rondônia acontecem desde 1986. A deste ano foi organizada pelas dioceses de Guajará-Mirim, Ji-Paraná, arquidiocese de Porto Velho e pelo Sínodo da Amazônia da Igreja Luterana.

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