A Igreja e o Exército

Em sucessivas pesquisas, o Exército Brasileiro e a Igreja Católica aparecem como as instituições em que o povo brasileiro mais confia. Pessoalmente já ordenei ao menos dois sacerdotes que amadureceram sua vocação dentro do quartel. E a Diocese de Santa Cruz do Sul tem um padre que era sargento na Amazônia.

O Apóstolo Paulo admoesta o jovem Timóteo a permanecer firme e forte na graça do Senhor. Diz que deve ser “como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2, 3).

O que o exército tem para ajudar nossos jovens a serem homens que merecem a confiança do povo? Primeiro, a formação do caráter pela disciplina rigorosa. Além disso, o cultivo do amor à pátria, que vai servida com espírito generoso, até pelo sacrifício da própria vida, se necessário. E pelo cultivo da fé com assessoria dos capelães militares, representando as principais religiões do país.

O exército já foi uma espécie de “escola de alfabetização”, que introduzia os jovens sem escola na sociedade. Talvez, se todos os jovens servissem nas Forças Armadas por um período, não teríamos tantos assassinatos e crimes por causa das drogas!

A Igreja Católica atende pastoralmente as Forças Armadas Brasileiras, englobando Exército, Marinha e Aeronáutica, através do Ordinariado Militar, presidido por um Arcebispo, atualmente Dom Osvino Both. Este tem à disposição os Capelães Militares, que atendem sua porção de fiéis militares, com jurisdição de Párocos. São padres e diáconos. Uma estatística de 2004 indica 144 sacerdotes e 05 diáconos.

O Ordinariado Militar é uma Diocese pessoal, que atende os fiéis católicos integrantes das Forças Militares, suas famílias, empregados e parentes que habitam sob o mesmo teto.

A Diocese de Santa Cruz do Sul, obedecendo às orientações do Concílio Ecumênico Vaticano II, cedeu ao Ordinariado Militar um sacerdote: o Padre Cláudio José Kirst.

O Apóstolo Pedro acolheu Cornélio, centurião romano, na primitiva comunidade cristã, embora ele não fosse judeu. Pedro disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, seja qual for a nação a que pertença” (At 10, 34-35).

Que a Igreja possa colaborar com a mensagem espiritual e moral com as Forças Armadas e elas sejam abençoadas por Deus e continuem a merecer a confiança do povo brasileiro.

Dom Aloísio Sinésio Bohn

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