“A saúde deve ser defendida como um direito do cidadão”, diz dom Roberto Ferreria

A saúde pública no Brasil vem enfrentando problemas há anos. Hospitais lotados, falta de atendimento adequado, leitos fechados e quem sofre com tudo isso é a população que mais precisa do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem trabalhando há anos na promoção, preservação e no cuidado a vida em meio a tantas dificuldades enfrentadas na garantia de um direito que é básico.

Dom Roberto Ferrería Paz

O arcebispo de Campos (RJ) e bispo referencial da Pastoral da Saúde Nacional, dom Roberto Ferrería Paz, lembra que o congelamento por 20 anos dos investimentos a saúde, aprovado pelo Congresso Nacional, só vai agravar ainda mais a situação da saúde pública no Brasil.

“Temos que votar em candidatos que defendam a saúde como direito do cidadão. Estamos perdendo com a lei do teto. Há menos investimentos e um setor que foi prejudicado foi a vigilância sanitária e a redução brutal de leitos”, destaca.

Dom Roberto Ferrería Paz acrescenta que a pastoral tem denunciado o desmonte na saúde pública e que tem trabalhado na mobilização e preparação dos próximos integrantes dos conselhos de saúde municipais, estaduais e federal.

“É preciso criar uma consciência de saúde como estado e não como uma ausência de doença. Um estado que haja harmonia entre a dimensão pessoal, psicológica, corporal e até espiritual. Lamentavelmente, os governos não estão trabalhando a grande problemática da água e do saneamento básico que é fundamental para uma prevenção à saúde”, afirma.

Em setembro, com o tema “Protagonismo do Leigo e o SUS”, a Pastoral da Saúde e o Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde (ICAPS), realizaram o XXXVII Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde, em São Paulo. Neste ano do laicato, o protagonismo do leigo teve destaque e levantou discussões e reflexões que envolvem todos os membros que trabalham com a pastoral.

 

(Foto: Diário do Nordeste)

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