Arcebispo de Natal apresenta aos bispos processo de canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu

Dom Jaime espera que canonização coincida com a vinda do papa ao Brasil na ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida

 

O arcebispo de Natal (RN), dom Jaime Vieira Rocha, expôs sobre processo de canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu (RN), durante na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida.

O arcebispo apresentou a história dos beatos aos bispos e solicitou que seja aprovada uma moção a ser enviada à Congregação para a Causa dos Santos com o parecer favorável à canonização em nome dos bispos e prelados brasileiros.

“A beatificação dos mártires de Cunhaú e Uruaçu ofereceu ao povo nordestino e, especialmente, aos potiguares a oportunidade de venerar e ter como modelo no seguimento a Jesus Cristo, especialmente no amor à Santíssima Eucaristia, irmãos e irmãs que, banhando nosso chão com o seu sangue fortaleceram a Igreja que está neste rincão do Brasil”, disse dom Jaime.

O nome de protomártires foi dado na ocasião da visita do papa João Paulo II, em 13 de outubro de 1991, na missa de encerramento do XII Congresso Eucarístico, ocorrido em Natal.

Sobre o processo, o arcebispo de Natal contou que o cardeal Cláudio Hummes, em agosto de 2015, comunicou o desejo do papa Francisco de organizar o processo de canonização destes mártires antigos. Autorizou que enviasse o postulado à Congregação para a Causa dos Santos.

Dom Jaime Vieira Rocha falou do desejo de coincidir a canonização dos mártires com a vinda do papa, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

História dos mártires

Na comunicação, o arcebispo de Natal relatou uma breve história dos protomártires brasileiros, martirizados no século XVII por índios e soldados holandeses calvinistas. Também contou que a devoção continua forte nas cidades de Uruaçu e Cunhaú. Na fala, recitou o refrão dos hinos do protomártires. “Mártires da fé, filhos do Rio Grande, homens e mulheres, jovens e meninos, pelo Bom Pastor deram o seu sangue, nossa Igreja em festa, canta os seus hinos”.

Padre André de Soveral, padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e outros vinte e sete companheiros foram beatificados por são João Paulo II, em 5 de março de 2000.

 

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