Arquidiocese de Fortaleza celebra centenário

Evento contou com a presença de bispos de várias diocese

A comemoração do Jubileu do Centenário da arquidiocese de Fortaleza (CE) aconteceu na última sexta-feira, dia 13, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), na capital cearense. A missa foi presidida pelo núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, e concelebrada pelo arcebispo local, dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, e mais 17 bispos.

Além dos bispos, cerca de 300 padres, entre diocesanos e religiosos, concelebraram a eucaristia. Aproximadamente 100 seminaristas estiveram presentes auxiliando no cerimonial da celebração. A quantidade de ministros da eucaristia escalados foi de 200.

A celebração festiva contou com o coral arquidiocesano, composto por 100 integrantes oriundos de várias paróquias de Fortaleza. O grupo iniciou os ensaios para a celebração há mais de cinco meses, no Santuário Nossa Senhora de Fátima, segundo a arquidiocese. A regência foi do maestro Francisco Maurício Bezerra de Freitas, acompanhado do músico Marcos Dias.

Outro número expressivo, divulgado pela arquidiocese, é o de voluntários. Aproximadamente 3000 pessoas colaboraram na organização e estrutura do evento.

Misericórdia

Ao falar sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo papa Francisco, dom Giovanni D’Aniello desejou que o fruto do centenário fosse sinal de compreensão, perdão e amor. “Quanto seria lindo se o fruto desse centenário fosse uma maior compreensão entre nós, podermos perdoar um ao outro, qualquer coisa teríamos feito. Poder ter misericórdia com o outro que nos ofendeu, dar amor, nos dar as mãos, nos abraçar para dizer que tudo começa de novo, que Deus nos perdoa, que nós vamos à frente, unidos para mostrarmos aos outros como é lindo, como é maravilhoso saber amar”, afirmou em sua homilia.

Participação

A celebração foi diferente para as religiosas de vida monástica. As Irmãs Concepcionistas, Clarissas, Carmelitas e Beneditinas saíram de suas clausuras e fizeram-se presentes à celebração, após concessão do arcebispo. A madre superiora das Carmelitas, irmã Maria Bernadete, fez a proclamação da 1ª Leitura da missa.

Memória

O altar e o ambão da celebração do Centenário foram escolhidos para fazer memória à visita do papa são João Paulo II ao Ceará, em 1980, por ocasião do X Congresso Eucarístico Nacional. Os dois elementos do espaço litúrgico são os mesmos utilizados na missa presidida pelo pontífice naquela época, no estádio Castelão.

A celebração também teve paramentos especiais. Mitras e casulas dos bispos e as estolas usadas pelos padres tinham o símbolo do Jubileu.

A então diocese de Fortaleza foi criada no dia 6 de junho de 1854 pela bula Pro Animarum Salute (Pela Salvação das Almas), do papa Pio IX, quando foi desmembrada da diocese de Olinda (PE). Em 10 de novembro de 1915, a bula Catholicae Religionis bonum (O bem da Religião Católica), do papa Bento XV, a elevou a arquidiocese e sede metropolitana.

Programação

Várias atividades aconteceram durante a tarde comemorativa e após a celebração eucarística. Momentos de oração, apresentações e shows. Antes da celebração da missa, algumas pessoas entraram com banners das dioceses do Ceará (regional Nordeste 1 da CNBB), desmembradas há cem anos da arquidiocese de Fortaleza e depois das áreas pastorais.

O evento foi transmitido por diversas rádios locais e também por emissoras de televisão, além das interações pelas redes sociais. O fluxo na internet envolveu 70 mil pessoas, de acordo com a arquidiocese.

Na semana do jubileu, dom José Antônio Aparecido escreveu um artigo sobre a comemoração. “Com a programação do Jubileu Centenário, damos graças ao Senhor pelo crescimento e vitalidade de Sua Igreja entre nós. Queremos reconhecer os dons do Amor de Deus que tem sido tão abundante nos cem anos passados desde que a diocese de Fortaleza se desdobrou em tantas outras Igrejas diocesanas (atualmente 9 dioceses em todo o Ceará)”, recordou o arcebispo. Ele deu graças pelos “dons do Espírito no testemunho dos fiéis e das comunidades em sua vida e missão: santidade que é caridade em muitas formas de obras de misericórdia”.

Numa perspectiva de futuro, lembrou dos desafios dos novos tempos. “São grandes desafios que nos atingem, mas se tornam para os discípulos-missionários de Cristo, oportunidades de testemunhar e anunciar como maior dom a “alegria do Evangelho” dado a todos, com maior coerência, zelo e ardor”, disse em um trecho.

Com informações e fotos da arquidiocese de Fortaleza (CE)

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