Dia do índio

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá - PA

 

Na comemoração ao dia do índio, 19 de abril, uma equipe de pessoas da Diocese de Marabá, juntamente com o bispo diocesano Dom Vital Corbellini marcou presença no encontro das aldeias da região Sul do Pará na aldeia Sororó, onde habitam os índios Suruí para um momento de oração e de espiritualidade. Na ocasião reuniram-se diversas representações de aldeias indígenas da região para jogos diversos, danças, e a comemoração do dia do índio. Segundo as estatísticas vivem em nossa região cerca de três mil índios e índias. 

O encontro valeu também como um dia de reflexão sobre o dia do índio como pessoa e como povo que se organiza para ter a sua presença na vida com a natureza e com a sociedade. O Bispo marcou presença para um conhecimento melhor dos povos indígenas em nossa região e pedindo as bençãos de Deus sobre todos os povos indígenas, fazendo orações, para esses povos que sofrem as agressões de suas terras pelos grandes, empresas que cobiçam as suas terras, falta de demarcação de suas terras, descasos sobre a sua saúde, lixo que é colocado pelas pessoas em suas terras, comida muitas vezes já petrificada e outras agressões. É preciso unir-se a estes povos sofridos dos quais merecem a atenção. Estamos na CF 2017 que fala dos biomas, a biodiversidade das coisas da natureza e de povos que vivem nas florestas, que são os indígenas das quais vivem de seu sustento. A Igreja marca presença para evangelizar, anunciando o Senhor Jesus Cristo, e também é evangelizada pelos índios e as índias no sentido do desprendimento, da acolhida por aquelas pessoas, da forma de viver o sentido da comunidade, a relação de respeito com a natureza, o alimento como a batata doce, a macaxeira, a cação para a sobrevivência, a relação com o Deus criador. Foi um momento muito importante junto aos povos indígenas que merecem a nossa atenção como Igreja, povo de Deus, unidos a Jesus Cristo e ao seu Reino. Nós precisamos nos aproximar sempre mais dos povos indígenas para que a sua identidade não se perca, de modo que vivam a alegria de serem índios no respeito à natureza e no amor a Deus, ao próximo como a si mesmo.