As dez mais no Facebook: Campanha da Fraternidade e eleições são destaque no alcance da página da CNBB

A página da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Facebook é a principal presença da entidade nas redes sociais. São 252.691 pessoas que curtiram a página, ferramenta que oferece conteúdos ligados ao portal, como as notícias publicadas, os pronunciamentos oficiais, o boletim Igreja no Brasil, entre outras iniciativas voltadas para a mídia social. A Assessoria de Imprensa da CNBB, responsável pela gestão desta plataforma, fez um levantamento das dez publicações que mais tiveram alcance durante 2018.

Destacaram-se publicações relacionadas à Campanha da Fraternidade deste ano e às eleições gerais de outubro. De forma especial, uma matéria sobre a Assunção de Nossa Senhora, no mês de agosto. Outros temas entre as dez publicações, estão a posição da CNBB contra o aborto, o Sínodo dos Jovens e o 14º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

A especialista em Comunicação Segmentada e social media Marina Amaral, que colaborou nas reflexões do 9º Encontro de Jornalistas da CNBB, em março deste ano, analisou a fanpage da CNBB. Para ela, a linha editorial bem definida e a narrativa formal e informativa utilizada perpetuam bem entre o público “que se apresenta variado, tanto de base geográfica, gênero e demográfica”.

“Os posts refletem muitas vezes o olhar da instituição perante à sociedade, assim como apresentam também reflexões externas à CNBB; mas que compõem os assuntos-chave da instituição. Outro fator de destaque dos posts é estar alinhados à agenda settings (temas discutidos pela grande imprensa), o timing da divulgação é assertivo e o resultado pode ser visto nas métricas da página. Por exemplo, o post sobre o aborto; a nota da CNBB em relação às eleições no Brasil”, analisa.

Marina Amaral | Foto: CNBB/Matheus de Souza

Segundo Marina, a audiência e o engajamento na página foram mantidos ao longo do ano: “Apesar de não ter métricas milionárias; as curtidas, os comentários, os compartilhamentos mantiveram uma média. Atualmente, o engajamento é uma das principais métricas do digital, e na página da CNBB percebe-se que esse engajamento é mantido nos posts e nas lives”.

Ranking
Foram separadas as dez publicações com maior alcance em 2018. Elas chegaram a no mínimo 78 mil pessoas, cada. Tais publicações nem sempre refletem aquilo que a Conferência pretende dar destaque, mas estão relacionadas às reações do público da página.

Em primeiro lugar, entre as dez publicações da CNBB mais vistas pelos usuários do Facebook, está a transmissão ao vivo da abertura da Campanha da Fraternidade de 2018, realizada no dia 14 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas. Foram 260 mil internautas que visualizaram a publicação durante o evento ou depois do fim da transmissão, quando o vídeo fica disponível.

Ainda no contexto da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, ficou em segundo lugar um link de uma notícia que deu destaque ao artigo do arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, no qual ele lamentou a agressividade crescente “compartilhada e alimentada por muitos católicos nas redes sociais”. O alcance foi superior a 213 mil pessoas.

Sobre esta agressividade nas redes, o doutor e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Moisés Sbardelotto foi entrevistado na edição de número 23 da revista Bote Fé. Segundo ele, “o que vemos, muitas vezes, nas relações entre católicos, especialmente em certas páginas das redes sociais digitais ou em certos sites e blogs, é uma comunicação ‘contra’ o outro, para que ele ou ela não tenha voz alguma e apenas ‘me’ ouça”.

Na entrevista, Sbardelotto ainda destaca a “autorreferencialidade”, tão criticada pelo papa Francisco, presente naqueles que acham que “só é ‘Igreja’ e só é ‘católico’ aquilo que se enquadra nos ‘meus’ padrões e esquemas”.

O doutor em comunicação também analisou as redes sociais digitais: “embora habitadas por católicos de catolicidades variadas, transformam-se não em assembleias públicas (no grego, ekklesia, ‘igreja’) voltadas à convivência entre pessoas diferentes, mas sim em arenas em que só sobrevive quem aniquila o outro a golpes retóricos de citações bíblicas e de Catecismo. Tudo isso entre pessoas que, supostamente, deveriam se comunicar como irmãos e irmãs de fé”.

Igreja e eleições
A temática das eleições foi bastante presente na página da CNBB. Ficaram entre as dez publicações com melhor alcance os links compartilhados sobre a nota pública a respeito da visita de um dos candidatos à Presidência da República à sede provisória da CNBB (117 mil pessoas alcançadas); a nota da CNBB sobre o segundo turno das eleições (115); uma nota conjunta de várias entidades repudiando ações de violência no contexto das eleições (114).

Temáticas caras ao Povo de Deus
Em quarto lugar, ficou uma importante devoção mariana, celebrada na solenidade da Assunção de Maria ou, como é mais conhecida no Brasil, a festa de Nossa Senhora da Glória. A notícia publicada no Facebook chegou a mais de 116 mil usuários. Uma notícia reforçando os diversos posicionamentos da CNBB contra o aborto chegou a 113 mil pessoas. A publicação sobre a carta final do 14º Intereclesial das CEBs, em janeiro, alcançou 78 mil pessoas.

Publicação Pessoas alcançadas
1 Live – Abertura CF 2018 260 mil
2 Artigo cardeal Sergio da Rocha “violência nas redes sociais” 213 mil
3 Nota Pública sobre a visita do candidato Fernando Haddad 117 mil
4 Assunção de Maria  116 mil
5 Nota CNBB sobre o segundo turno das Eleições 115 mil
6 Nota Conjunta sobre violência nas eleições 114 mil
7 Posição da CNBB contra o aborto 113 mil
8 Preparação para o Sínodo dos Jovens 110 mil
9 Card de divulgação da abertura da CF 2018 86 mil
10 Carta Final do 14º Intereclesial das CEBs 78 mil

CNBB nas redes
Além da fanpage no Facebook, a CNBB mantém contas no Twitter, com informações e curiosidades sobre a Igreja; no Instagram; no Youtube, com o acervo de vídeos do programa/boletim Igreja no Brasil, entrevistas e documentários; e no Flickr, com mais de 12 mil fotos.

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