Bispo copta egípcio Dom Kyrillos visita a 55ª Assembleia Geral da CNBB e fala do martírio

No plenário da 55a. Assembleia Geral da CNBB, na tarde desta quinta-feira, 4 de maio, os bispos ouviram um relato feito por dom Kyrillos William Samaan, bispo Copta egípcio em visita ao Brasil. Ele esteve com o Papa Francisco, no Cairo, na semana passada. Segundo informações da Rádio Vaticano, o Egito é um país de quase 90 milhões de habitantes, em que 89% são muçulmanos sunitas, cerca de 10% são coptas ortodoxos e somente 0,1% são católicos, de vários ritos.

Dom Kyrillos disse aos membros da CNBB que muitos cristãos coptas passaram para o islamismo e que sua igreja é conhecida, desde os primórdios, como igreja de mártires: “O martírio não é uma coisa nova em nossa igreja”. O bispos se referia à tragédia ocorrida no Domingo de Ramos, quando um atentado suicida que provocou 29 mortos na igreja copta de São Jorge em Tanta, a 94 quilómetros do Cairo. “O mundo sofreu conosco”, disse o bispo. “Nossas igrejas continuaram as celebrações da Semana Santa ainda mais cheias.

O bispo disse ainda que os cristãos do Egito, desde 1952, começou processo de degradação da vida social. Passaram a ser considerados cidadãos de segunda classe. O Estado e a religiao Islâmica se uniram e o caminho dos cristãos tornou-se ainda mais duro.  Dom Kyrillos disse ainda que a chamada “primavera árabe” trouxe muita esperança: porque jovens muçulmanos e cristãos foram para a praça pedir igualdade e Justiça, mas rapidamente os acontecimentos políticos fez tudo voltar para trás e hoje os cristãos continuam uma caminhada de dificuldades no Egito.

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