Campanha Missionária reforça o testemunho pela paz

Aconteceu durante a tarde desta segunda, 17 de setembro, o lançamento nacional da Campanha Missionária, atividade celebrada por toda a Igreja durante o mês de outubro. Alinhado com a Campanha da Fraternidade, que refletiu a construção da cultura de paz, o mês missionário terá o tema: “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz” e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

A sede provisória da CNBB, em Brasília (DF), foi o espaço escolhido para o lançamento dos materiais que serão utilizados em todas as Arqui(dioces), paróquias e comunidades do Brasil. O livrinho da novena missionária é o principal instrumento de encontro, que tem por objetivo ajudar a despertar, em todos os cristãos e cristãs, a missionariedade que receberam no dia do seu batismo.

Continuar a reflexão e a oração

Na abertura da mesa, Dom Leonardo Steiner, Secretário-Geral da CNBB, expressou o desejo de que a Campanha Missionária posso ajudar a aprofundar o tema refletido desde o tempo da quaresma. “É sempre uma alegria nós abrigarmos aqui na sede da CNBB este evento que fala sobre a nossa vocação primeira: sermos missionários! É necessário continuar a reflexão e a oração. Nós não diminuímos a violência desde a Campanha da Fraternidade até aqui. Acho que até aumentamos a violência. Em algumas campanhas eleitorais estamos vendo que se aproveita da violência para buscar votos. Estamos numa situação tal onde se faz necessário levar o Evangelho da paz e acreditarmos nele. Sermos homens e mulheres que olham para Jesus e que sabem que sem Ele nós não vamos mudar a estrutura desta sociedade”, destacou Dom Leonardo.

Pe. Maurício Jardim, diretor Nacional das POM, destacou que para celebrar o mês missionário, a intenção é promover, a partir de Jesus Cristo e de seu Evangelho, uma cultura de diálogo, de tolerância e de paz. “Diante das polarizações do mundo social, político e religioso que tem contribuído para uma mentalidade da intolerância, do ódio e dos fundamentalismos, a oração deste mês missionário reforça em um modo de súplica a Deus por um mundo de justiça e diálogo, honestidade e verdade, sem ódio e sem violência”. O diretor fala ainda que a missão é uma só e nasce no coração da trindade e em nós pelo batismo e no encontro com Jesus. “Missão é o encontro apaixonante, que transborda, é paixão por Jesus Cristo e, simultaneamente, paixão pelo seu povo”, ressaltou Pe. Maurício citando Evangelii Gaudium.

Participação missionária da Igreja no Brasil

Foto: POM

Para Dom Esmeraldo Barreto de Farias, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, o mês missionário está ligado a todo o trabalho da Igreja em evangelizar. “Nesta ação, evangelizar significa em primeiro lugar descobrir os sinais do Reino de Deus. E quando vamos descobrir os sinais da presença de Deus, nos faz certos de por onde estamos caminhando e ainda mais convencidos de que a missão tem uma ligação profunda com o que Jesus nos apresenta e aquilo que já vimos nas várias realidades”.

Ainda em sua fala, Dom Esmeraldo destacou o cartaz da Campanha Missionária deste ano que apresenta em uma ciranda os diferentes sujeitos desta Igreja, ressaltando a postura de estar sempre aberta para acolher. Sobre a coleta do dia das missões, Dom Esmeraldo lembrou o importante papel da Igreja do Brasil, tendo uma resposta muito positiva de todas as dioceses, enviando 80% de todas as doações direto para a Santa Sé colaborar com diversos lugares de missão em todo o mundo. Os demais 20% são destinados para a missão no Brasil.

Amazônia rica em missão

Segundo Ir. Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, é sempre uma alegria celebrar o mês missionário. “A Amazônia continua sendo para nós solo fecundo de experiências ricas em missionariedade. Aquele chão nos convida, diante dos conflitos de terra, dos desafios impostos pelos grandes projetos que assolam a vida das pessoas, das perseguições e da morte de lideranças e dos clamores de todos os povos originários, a testemunharmos de fato o Evangelho da paz. O próprio Papa Francisco ao colocar os pés na Amazônia, especificamente em Puerto Maldonado, disse que por desejo e opção se solidarizava e reafirmava a opção em prol da vida, da terra e defesa das culturas. Que o exemplo do Papa nos toque neste mês missionário e nos faça testemunhas do Evangelho da paz na Amazônia”, lembrou Ir. Irene.

Preparação para o Mês Missionário Extraordinário

Nos momentos finais da coletiva, Dom Odelir José Magri, coordenador do Grupo de Trabalho do Mês Missionário Extraordinário, apresentou as ações que já estão sendo pensadas para o Mês Missionário Extraordinário do próximo ano. “Estamos lembrando essa convocação do Papa Francisco, buscando reavivar essa consciência missionária da Igreja, especialmente situando o aspecto da missão ad gentes. Também é um desejo reavivar toda a vida da Igreja, em uma dimensão missionária e pastoral”, lembrou Dom Odelir.

(Texto e foto: POM)

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