Cáritas Brasileira faz balanço da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010

A análise da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Economia e Vida”, e o lema, “Você não pode servir a Deus e ao dinheiro”, demonstra que o projeto de economia solidária, no qual a Cáritas Brasileira e suas entidades membro estão envolvidas, deu certo e que essa é uma das alternativas dignas para milhares de família saírem da pobreza.

Realizado durante a 6ª Feira de Economia Solidária do Mercosul e 17ª Feira de Cooperativismo de Santa Maria, Rio Grande do Sul, o balanço indicou que a campanha e seus desdobramentos em todo o país foram positivos. Os cerca de 40 participantes, representantes de várias entidades Regionais e da Cáritas Brasileira, do Instituto Marista de Solidariedade (IMS), do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC), Fórum Brasileiro de Economia Solidária, dentre outras entidades, concluíram que o próximo passo é fortalecer a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra.

No entendimento deles, a justiça social só poderá ocorrer com uma reformulação profunda da relação do Estado e da sociedade com a distribuição de terras no Brasil e que a economia solidária só poderá avançar se tiver associada à reforma agrária. Relatos mostraram também que o tema da Campanha da Fraternidade deste ano foi essencial para o desenvolvimento de atividades de divulgação e promoção do conceito de economia solidária em todo o país.

“Noventa e nove por cento das atividades que desenvolvemos foram positivas no sentido da reflexão, de fortalecimento de grupos das sementes creoulas, no sentido de ver que é possível sim ter uma economia de diferenciada”, disse o representante do Conic, Edison Costa. O IMS, por exemplo, adotou o tema nas ações realizadas na Rede Marista de Educação e o divulgou em vários tipos de periódicos e cartilhas.

Além de favorecer a divulgação da economia solidária, a Campanha da Fraternidade deste ano, ao Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra, ao abaixo-assinado que prevê a criação do marco legal para a economia solidária e a 2ª Conferência Nacional de Economia Solidária, realizada em junho. A maioria dos participantes da reunião asseguraram que a campanha foi tão positiva que possibilitou a ampliação dos Fundos Diocesanos.

Um dos relatos dá conta de que foram realizadas 187 Conferências Regionais ou Territoriais, abrangendo 2.894 municípios brasileiros, com 15.800 participantes. A Conferência Nacional teve 1.600 delegados, mais 200 convidados. No Rio de Janeiro, segundo relatos apresentados na reunião, muitas pessoas se surpreenderam com o tema, mas ele foi bem recebido em todas as comunidades em que foi debatido. No Ceará, dentre as várias ações desenvolvidas, as pastorais realizaram atividades em escolas e garantiram uma ampla discussão não só nos colégios, mas também em outros setores da sociedade.

De norte a sul, houve mobilização para promoção da campanha. Uma das representantes da Regional de Cáritas do Rio Grande do Sul, Jacira, disse que a arquidiocesana de Porto Alegre fez debate com a participação de 109 pessoas. Segundo ela, em Pelotas foi feito o lançamento, com participação das igrejas do Conic. Houve sessão na Câmara de Vereadores. Diocese de Caxias do Sul imprimiu 77 mil livretos para distribuir às 71 paróquias onde estão mais de mil grupos de Ecosol, realiza a Feira Ecosolidária e um mapeamento de Ecosol importante para Cáritas de Caxias.

Dentre várias atividades desenvolvidas especificamente para a promoção da campanha, houve uma grande produção de documentos, cartilhas e publicações que ajudou na mobilização não só no Brasil, mas também na América Latina e no mundo: a cartilha sobre Economia Solidária do Fórum Brasileiro de Economia Solidária foi traduzida para o japonês, o inglês e o espanhol.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cáritas Brasileira

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