CEFEP inicia terceiro curso de formação política

Um grupo de 59 pessoas iniciou neste domingo, 17, o terceiro curso de formação política oferecido pelo Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), organismo vinculado à CNBB. Vindos de 20 estados e do Distrito Federal, os cursistas ficarão 15 dias no Centro Cultural Missionário (CCM), na capital federal, onde terão aulas de “Fé e política na bíblia”; “História da política e da economia”; História da Formação social, econômica, política e cultural do Brasil e da América Latina”; “legislação eleitoral”.

DSC_0103“O Centro Fé e Política Dom Helder Câmara tem a tarefa de formar os leigos para operar e agir no complexo mundo da política. O CEFEP quer formar pessoas capazes de colaborar com critérios éticos para o aperfeiçoamento da democracia”, disse o presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom José Luiz Bertanha, que presidiu a missa de abertura do curso.

“Nossa preocupação é buscar a relação que existe entre fé e política”, explica o coordenador pedagógico do curso, professor Antônio Geraldo Aguiar. “O curso não tem como objetivo único formar [o cristão leigo] para o executivo e legislativo, mas também os [leigos] que estão nos sindicatos e nos movimentos sociais”, acrescenta.

Segundo Aguiar, a base do curso é o Ensinamento Social da Igreja. “O curso ensina também a fazer análise do contexto social, político e econômico e a relação entre fé e política a partir da Palavra de Deus, da Patrística e dos Documentos da Igreja, como o Vaticano II, Medellin e Puebla”, esclarece.

Realizado em parceria com a Coordenação Central de Educação a Distância da PUC-Rio, o curso possui três etapas, sendo duas presenciais e uma virtual. A próxima etapa presencial será também em Brasília em janeiro de 2011. Ao final do curso, que tem duração de dois anos, os alunos fazem uma monografia orientada e recebem diplomas em nível de especialização ou de extensão, conforme a escolaridade de cada um. O diploma é expedido pela PUC-Rio.

Entre os alunos deste ano, a maior turma desde que o curso foi implantado em 2006, há vereadores e militantes partidários de pelo menos 15 partidos, além de sindicalistas, militantes dos movimentos sociais e agentes das pastorais sociais. São 31 mulheres e 28 homens. “É a primeira vez que temos um número de mulheres maior que de homens”, observa Aguiar.

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