CNBB convoca sociedade para debater sobre segurança pública

Na manhã desta quarta-feira de Cinzas, 25, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dom Dimas Lara Barbosa, abriu coletiva de imprensa sobre “Fraternidade e Segurança Pública”, tema da Campanha da Fraternidade 2009, fazendo menção à escolha do tema e de seus objetivos gerais: “Não acreditamos em um modelo punitivo que se faz negativo pelo aumento das armas. Queremos favorecer a articulação e criação de meios que levem à Fraternidade, apoiando políticas governamentais que caminhem nessa direção”, disse.

Dom Dimas também lembrou que foram apresentadas mais de 20 propostas que iam desde temas como Segurança no Trânsito a Ética na Política. Segundo o secretário-geral, houve também mobilização da Pastoral da Criança e Pastoral Carcerária para a escolha do tema, que terminou sendo: “Uma conversão de vários outros propostos”.

Dom Damasceno, por sua vez, leu a carta enviada pelo papa Bento XVI por ocasião da abertura da Campanha. Com suas palavras, o arcebispo de Aparecida disse que o objetivo da Campanha é contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, famílias, comunidade e sociedade.

“Convocamos todos a se unirem em grupos de trabalhos, integrando diversas pastorais e pessoas para identificarem situações de risco de vida e insegurança às quais moradores, em âmbito de bairro ou paróquias sofrem. Para criarmos, a partir daí, um mapa das inseguranças e forças positivas comunitárias à disposição, para sermos um grupo permanente de trabalho de colaboração da Igreja com todas as possibilidades”, solicitou padre Günter Zgubic.

A coordenadora Nacional da Conferência Nacional de Segurança Pública [Ministério da Justiça], Regina Miki, falou sobre a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, prevista para acontecer nos dias de 27 a 30 de agosto. Segundo ela, o projeto prevê a mobilização de municípios e estados para a eleição de 2.100 pessoas, que devem elaborar o Plano Nacional de Segurança Pública: “Nosso anseio é que a segurança pública seja entendida como direito fundamental da pessoa humana e passe a ser política de estado e não de governo, que a cada quatro anos tem mudanças, não abrindo alternativa de uma diretriz nacional”, completou.

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