Comunicadores dos regionais da Amazônia participam de formação em Brasília

Comunicadores dos seis regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) localizados na Amazônia Legal estarão em Brasília (DF) para participar do Encontro de Formação de Comunicadores da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil), entre os dias 22 e 24 de março.

Na ocasião, conhecerão o plano de comunicação institucional/organizacional da REPAM, construído pelo Grupo de Trabalho designado para articular as ações no campo da comunicação. “A ideia é contribuir com os processos de comunicação institucionais da REPAM e também dos comitês locais e das redes das quais a gente faz parte na Amazônia como um todo”, explicou o consultor de comunicação da REPAM-Brasil, Paulo Henrique Martins.

As formações foram pensadas para atender à proposta de comunicação presente no Plano elaborado pelo GT de Comunicação da REPAM. Os valores estabelecidos dizem respeito a uma comunicação voltada para provocar, estimular e apoiar o processo de transformação social nas comunidades amazônicas a partir do protagonismo dos lutadores sociais; uma comunicação amazônica a partir das comunidades e com modelo colaborativo, transversal, participativo e em rede, voltada para os anseios das comunidades.

Haverá aprofundamento sobre Comunicação amazônica e Comunicação popular, além de um circuito de oficinas de redes sociais, texto, rádio e foto e vídeo. Também serão apresentados cases de iniciativas, como o coletivo de comunicação da rede Justiça nos Trilhos, do Maranhão; a TV da diocese de Juína, no Mato Grosso; e a revista da arquidiocese de Manaus, “Arquidiocese em Notícias”, e da Pastoral da Juventude do Acre, “A voz da juventude”.

Irmã Irene Lopes | Foto: REPAM-Brasil/Luiz Lopes Jr.

“Esse trabalho vem sendo desenvolvido já há bastante tempo, porque é uma necessidade da Igreja na Amazônia de se articular enquanto comunicação. E nós sabemos que pelas distâncias e pela dificuldade de internet ou outros meios de comunicação, isso se torna muitas vezes até inviável para o nosso trabalho evangelizador”, analisa irmã Irene Lopes dos Santos, diretora executiva da REPAM-Brasil e assessora da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB.

De acordo com a religiosa, o trabalho de articulação na Rede deve ajudar a somar forças com o que já existe na Amazônia, “mas também pensar de que forma que as pessoas que estão lá podem ser mais empoderadas naquilo que elas fazem e realizam no processo de comunicação de suas Igrejas locais”. Neste sentido, os participantes também terão momentos de pensar a articulação, o relacionamento e a incidência dentro do Plano trienal da REPAM. Cada regional terá um plano de ação e uma agenda de formação em âmbito local promovida pela Rede.

Como uma prática sempre valorizada nos encontros eclesiais e em sintonia com o Sínodo Especial para a Amazônia, os comunicadores poderão partilhar experiências em diferentes momentos do evento.

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