Dia Mundial do Enfermo

Dom Canísio Klaus

Bispo de Santa Cruz do Sul

Celebramos, nessa sexta-feira, 11 de fevereiro, junto com a festa de Nossa Senhora de Lourdes, o Dia Mundial do Enfermo. Nas muitas romarias e peregrinações às grutas e santuários, chamam a atenção os pedidos por saúde e o pagamento de promessas. É a forma de as pessoas reconhecerem a presença amorosa da Mãe de Deus em meio aos sofrimentos.

Frente à doença, todas as pessoas se sentem frágeis. É por isso que a fé cristã nos orienta a cuidarmos dos enfermos. Falando do juízo final, Jesus Cristo afirma que o cuidado com os doentes é uma forma de se alcançar a vida eterna: “Estive enfermo e me visitastes” (Mt 25,36 ). Ele passou pelo mundo fazendo o bem e, antes de voltar para a casa do Pai, enviou os apóstolos a pregar o Evangelho e curar as enfermidades das pessoas (Mc 16, 15-18) Ao longo da história, a Igreja sempre teve a preocupação de cuidar das pessoas doentes. Por isso ela fundou hospitais, incentivou congregações religiosas com o carisma próprio de trabalhar com os doentes e organizou a Pastoral da Saúde.

O Santo Padre Bento XVI, na sua mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, exorta-nos a que sejamos sensíveis aos irmãos e às irmãs doentes. “Aquele que mais necessita é o que merece principalmente a nossa atenção”. Citando a Encíclica Spes Salvi, Bento XVI repete que “a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre”. “Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem, e não é capaz de contribuir para que o sofrimento seja compartilhado e assumido, é uma sociedade cruel e desumana”.

Em seguida, Bento XVI se dirige, com carinho, aos doentes e sofredores, lembrando-lhes que é através das chagas de Cristo que podemos ter esperança diante dos males que afligem a humanidade. Citando São Bernardo, o Papa diz que “Deus não pode padecer, mas pode se compadecer”. “Em cada sofrimento humano está presente Aquele que partilha o sofrimento e o suporta”. Através do sofrimento, a humanidade se torna testemunha da redenção de Cristo.

Dirigindo-se aos jovens, o Papa lembra que, “muitas vezes, a cruz de Cristo causa medo porque parece negar a vida. Mas, ao contrário, a cruz é o sim de Deus ao homem, a fonte da qual brota a vida eterna”. O Papa exorta os jovens a aprender a ver e a encontrar Jesus na Eucaristia. Porém, “é preciso que se saiba conhecê-lo e servi-lo também nos pobres, nos doentes, nos irmãos sofredores que precisam de nossa ajuda”.

Por ocasião do Dia Mundial do Enfermo, queremos, com o Papa, exprimir o nosso afeto a cada um dos doentes e sofredores das nossas comunidades. Participamos de suas dores e esperanças e desejamos “que Cristo Crucificado e ressuscitado conceda a todos a paz e a cura do coração”. Que Maria, que esteve aos pés da cruz de Jesus, e é invocada como saúde dos enfermos e consoladora dos aflitos, esteja ao lado de todas as pessoas doentes e sofredoras. E que Nossa Senhora de Lourdes, venerada como a protetora dos doentes, interceda junto de Deus por todos os seus filhos e por todas as suas filhas.

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