Diocese de Criciúma discute acolhida a imigrantes

A diocese de Criciúma (SC) e a Cáritas Diocesana realizaram, no dia 27 de junho, reunião para refletir sobre a questão das imigrações. O objetivo do encontro foi encaminhar ações conjuntas com entidades que atuam na área de defesa de direitos dessas pessoas.

 O bispo diocesano, dom Jacinto Flach, lembrou do tema da Campanha da Fraternidade de 2014, “Fraternidade e Tráfico Humano”, e lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Dom Jacinto falou sobre o acolhimento e o auxílio aos imigrantes junto com outras instituições. “No Acre passam por dia cerca de 2 mil haitianos que se dirigem para todas as regiões do Brasil e para nossa diocese. Precisamos acolher como Igreja estes irmãos”, disse.

“Nos deparamos com a situação da realidade dos imigrantes que necessitam de respostas imediatas. No trabalho do dia a dia das paróquias, sentimos a necessidade de um suporte maior aos imigrantes”, afirmou o presidente da Cáritas Diocesana de Criciúma, padre Onécimo Alberton.

A secretária executiva da Cáritas, Neuza Mafra, apresentou o caso dos haitianos. “A vinda dos haitianos é decorrente do terremoto de 2010. O Haiti tem fortes vínculos com o Brasil, que participa da missão da ONU naquele país desde 2004”, informou.

Para a secretária, um motivador das migrações é a abertura que o Brasil dá aos haitianos. “O governo brasileiro destaca-se no plano internacional, pela defesa de políticas migratórias pautadas pelos direitos humanos, diferentemente da forma restritiva com que os países desenvolvidos atuam nesta área”, afirmou.

Os principais encaminhamentos definidos no encontro baseiam-se na compreensão de que a demanda do processo migratório vai além da Igreja. As entidades reunidas, na intenção de construir um processo de curto, médio e longo prazo, definiram os seguintes encaminhamentos:  criação de uma comissão para articular um fórum específico sobre as imigrações e a realização de um seminário.

Dentre as urgências apontadas está a de se fazer um mapeamento para a identificação dos imigrantes de modo a atendê-los em suas primeiras necessidades. Algumas paróquias já vêm fazendo ações como acolhimento, doações de alimentos e roupas, aulas de português. Mas existem outros desafios, como as questões jurídicas e questões ligadas às condições de violação das leis trabalhistas e de diretos humanos.

Organizações ou instituições que tenham interesse em participar dos debates sobre os imigrantes haitianos e ganeses, podem entrar em contato com a Cáritas Diocesana por meio do e-mail: caritas@diocesecriciuma.com.br

Conselho Permanente da CNBB

A secretária executiva do Setor Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Rosita Milesi, apresentou no dia 10 de junho, aos bispos do Conselho Permanente, dados relativos à imigração no país. Segundo a religiosa, existem atualmente no Brasil mais de 2 milhões de imigrantes, índice considerado baixo em relação à população brasileira.

Leia mais sobre a situação dos imigrantes no Brasil, aqui.

CNBB com informações da diocese de Criciúma.

 

 

 

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