Diversidade de Ministérios na Igreja Missionária

O Apóstolo Paulo nos apresenta uma Igreja viva, dinâmica e unida no Espírito para o bem de todos: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos” (1Cor, 4-7).

Este dinamismo de ministérios e vocações se manifesta na Igreja do Brasil no mês de agosto. Semana após semana somos convocados à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações: na primeira semana, é nos apresentada a vocação para o ministério ordenado (diáconos, padres e bispos); na segunda, a vocação para a vida em família, em atenção ao dia dos pais; na terceira, a vocação para a vida consagrada (religiosos e religiosas, consagrados e consagradas seculares) e, na quarta,  a vocação para os ministérios e serviços na comunidade.

A Diocese de Santos vivencia esta dinâmica vocacional. No dia 04 de agosto, Dia do Padre, neste ano temos um motivo a mais para celebrar, pois três novos sacerdotes se unem no ministério sacerdotal aos que vêm desempenhando com alegria e dinamismo este múnus de tão grande relevância para o povo de Deus, em unidade com o Bispo Diocesano e em comunhão com o Bispo Emérito, D. David Picão, que, por sinal, acaba de comemorar 48 anos de ordenação episcopal, no dia 31 de julho p.p..

A mensagem do Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Dom Cláudio Hummes, vem animar esta comemoração e dar-lhe especial destaque: “Vós, caros irmãos presbíteros, sois a grande riqueza, o dinamismo, a inspiração pastoral e missionária, lá na base, onde vivem em comunidade nossos batizados”. E põe em relevo a missão para todo o Povo de Deus e, sobretudo para os sacerdotes: “A Igreja é por natureza missionária. “Assim, a Igreja sabe que não pode permanecer em casa e limitar-se a acolher e evangelizar os que a procuram em suas comunidades e igrejas. É preciso levantar-se e ir em busca, lá onde as pessoas e as famílias residem, vivem e trabalham. Ir também a todos os serviços, organizações, instituições e âmbitos da sociedade humana… Os presbíteros são a grande força propulsora da vida cotidiana das comunidades locais. Quando os presbíteros se movem, a Igreja se move”. Os diáconos permanentes também estão a serviço ao Povo de Deus, escolhidos para o serviço da Caridade e da Palavra.

Com a celebração do Dia dos Pais, tem início a Semana da Família. A família, “patrimônio da humanidade” é o berço da vida e do amor e uma escola de humanização. É uma igreja doméstica, onde crescem o amor, a oração, o perdão e os grandes valores espirituais. Na família a vida é gerada, nasce, cresce e se desenvolve desde o início até seu fim natural. Ela é sacrário da vida.

Na terceira semana, rezamos e refletimos sobre a vida consagrada:  homens e mulheres descobrem  em Jesus o élan de se entregar decididamente ao amor e à missão, dentro de carismas específicos. Que riqueza de dons podemos ver em ação na Igreja!

E na última semana, refletimos sobre as vocações e serviços nas comunidades. Quantas pessoas dedicadas à catequese, às pastorais e ao anúncio de Jesus e de seu evangelho na visita às famílias, aos hospitais e às escolas! Quantos jovens se doam ao Reino de Deus porque o descobrem  como um tesouro para o qual vale a pena deixar tudo.

Nesta tão grande diversidade de dons, ministérios e atividades, Deus realiza tudo em todos em vista do bem comum. Conduz os discípulos missionários à comunhão e á missão: “A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão…A Igreja cresce, não por proselitismo mas por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo para si’ com a força do amor” (cfr DA, 156-159). “Só uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza sua vocação. Por isso, o Apóstolo Paulo podia afirmar com vigor: Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar”. (Diretrizes Gerais da CNBB, 210). Nossa Senhora Aparecida abençoe sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, ministros e ministras de nossas comunidades! E suscite novas vocações de discípulos missionários!

Dom Jacyr Francisco Braido

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