Dom Agostinho parte para Amazônia

Dom Frei Agostinho Stefan Januszewicz, bispo emérito de Luziânia recebe a bênção e votos de boa missão na Amazônia pelo Cardeal Geraldo Majella Agnelo,Arcebispo de Salvador-BA e Presidente da CNBB. Na ocasião, concedeu uma entrevista à Ir. Cecília Tada, Secretária Executiva da Comissão Episcopal para a Amazônia. Ele parte de Brasília para Manaus no dia 31 de dezembro de 2004.

Ir. Cecília – Dom Agostinho, o senhor se propôs ir como missionário na Amazônia, concluindo a etapa de seu pastoreio na Diocese de Luziânia. O que o levou para uma decisão tão grande e generosa?

D. Agostinho – Bem, não se isso é tanta generosidade mas, a minha decisão foi quando, todos os anos, na Assembléia da CNBB, os apelos da Amazônia se faziam fortes, e a gente não podia praticamente ajudar em nada. Então chegou essa idéia de quando terminar a minha missão de Bispo Diocesano aí, me prontificar para ir pessoalmente ajudar, por menor que seja, por mais que seja uma ajudinha. Pedi então ao Santo Padre, apresentei meu desejo de ir para a Amazônia e acredito que esse meu pedido foi acolhido. O Santo Padre nomeou para Luziânia o Bispo Coadjutor. Depois de meio ano mais ou menos, fez com que ele assumisse a Diocese como Bispo Titular. Então me senti disponível e desimpedido para ir à Amazônia.

Ir. Cecília – Dom Agostinho, o senhor é missionário vindo da Polônia. Dedicou toda sua juventude como padre, bispo e agora parte para Amazônia. De onde provém esta força, ou quem o ajudou alimentar esta mística missionária?

D. Agostinho – Eu penso que a figura de São Miximiliano conta. É meu confrade que foi beatificado como confessor e canonizado como mártir: Santo de duas coroas. O desejo que ele alimentou sempre foi consumir-se no serviço, sem deixar, nada, nenhum vestígio. De certa maneira trago comigo essa mensagem que muitas vezes preguei para os outros e, para não ser só pregador para os outros, sinto em meu coração, de fato o desejo de gastar a minha vida, o resto de minha vida a serviço, embora saiba não poder realizar muitas coisas, mas que, seja como for, posso me consumir totalmente naquele lugar, que imagino, precisa de um pouco de doação. Esta é a Estrela que me iluminou e continua me iluminando.
Santa Teresinha também ocupa um espaço especial, porque ela é grande amiga de São Maximiliano. Quando Santa Teresinha não era declarada Santa ainda e Frei Maximiliano era seminarista e depois franciscano, recém ordenado, e quando já alimentava desejos missionários, então ele fez um trato pela canonização dela e ela, por sua vez, deveria cuidar das missões dele, e aconteceu que, quando na Índia, ele fora ver a possibilidade de fundar uma nova missão, encontrou muitas dificuldades da parte até da hierarquia. Não sabendo como resolver positivamente o seu desejo, enquanto esperava a audiência com o bispo, no corredor da Cúria diocesana, estava uma imagem de Santa Teresinha. Aproximou-se dela e em forma de desafio ele disse: Vamos ver se você se lembra do nosso trato. Naquele momento caiu uma rosa no chão. Ele ficou impressionado e disse: Vamos ver se isso significa alguma coisa. Quando foi chamado para conversar com o Bispo, todos os obstáculos que eram antes instransponíveis não existiam mais, sumiram todos. São Maximiliano teve uma grande devoção a Santa Teresinha. Penso que no meu caso, também isso veio através de São Maximiliano. É uma família, ele franciscano, ela carmelita, mas dentro da Igreja é uma família só. Tenho como chefe São Maximiliano, depois Santa Teresinha e logo depois, Santa Faustina, além de outros.

Ir. Cecília – Dom Agostinho, o senhor poderia dizer um pouco sobre sua programação, sobre seu destino na Amazônia?

D. Agostinho – Bom, eu tive uma conversa com Dom Sérgio, porque fui assim direcionado. Coloquei-me disponível à Comissão da Amazônia, apresentando minha disponibilidade para qualquer lugar. Quando conversei com ele, ele me apresentou algumas possibilidades. Vi que ele estava um pouco tímido para não apresentar situações e lugares talvez mais difíceis, mas pelo que eu percebi enquanto falava das paróquias, das regiões, ele falou um pouco na situação da paróquia de Juruá e disse que há 12 anos não tem padre naquela paróquia. Isto, de certa forma me amarrou. Não está decidido 100%, mas da minha parte eu estou disposto para ir lá, sendo que não conheço até agora a situação real da Amazônia, mas estou disposto, primeiro para conhecer, me adaptar e fazer um pouquinho o que for necessário.

Ir. Cecília – Dom Agostinho que mensagem o senhor deixa para todos?

D. Agostinho – Bom, a mensagem é que acredito que a Amazônia continua um lugar que tem muitas vagas. O que vou precisar é de oração de muitas pessoas para poder ser útil naquilo que será possível. Não prometo muita coisa, sei que não vou realizar grandiosidades, mas sei que posso ser útil naquilo que Deus quiser. Sinto que Deus preparou alguma coisa para mim naquele lugar. Ele é que conhece tudo e eu não conheço.

Missão de férias em Belém (PA)
De Cajazeiras, três consagrados do Instituto Jesus Missionário dos Pobres, encontram-se em Belém – PA, numa das Paróquias, para missão de férias.

Missão em Humaitá
A Diocese de Blumenau – SC, envia um grupo de 13 estudantes de Teologia e 02 Padres da diocese para Humaitá. O intuito da missão é despertar a consciência missionária nos estudantes e num futuro bem próximo assumir uma paróquia, enviar leigos e leigas engajados, firmando um projeto com a Igreja Irmã de Humaitá.

Missão no Amazonas
A Diocese de Criciúma – SC envia o Pe. Ludgero Feldhaus, Reitor do Seminário Menor, Pe. Francisco Suares Martel, Diretor do Seminário Filosófico de Santa Catarina e os Seminaristas Luciano Tartari, Antônio Vander da Silva, José Cipriano Neto e Alex Borges Alano para a Arquidiocese de Manaus. A Diocese fez esta opção por dois motivos fundamentais: 1) Ajudar a região norte, apelo feito pela Igreja no Brasil; 2) Ser um espaço de formação missionária para os seminaristas de Teologia.

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