Ecumenismo

Dom Wilson Tadeu Jönck
Arcebispo de Florianópolis

Na semana que antecedeu a Solenidade de Pentecostes, a Igreja se colocou em oração pela unidade dos cristãos. O ecumenismo foi uma das finalidades do Vaticano II. Foi expresso no discurso de abertura do Concílio, pelo Papa João XXIII. A busca da unidade é objetivo de todos os movimentos ecumênicos que se organizaram desde então.

 Em todas as sessões do Concílio estiveram presentes observadores de outras igrejas. Na primeira sessão havia 49 delegados representando 17 igrejas. Na segunda sessão havia 66 delegados de 22 igrejas, na terceira sessão, 76 de 23 igrejas e na quarta sessão havia 103 delegados de 29 igrejas.

O tema ecumenismo esteve presente em todas as sessões até a última (1962 a 1965). O principal fruto do Vaticano II é o Decreto Unitatis Redintegratio, documento sobre ecumenismo, emanado na última sessão. Significa que os padres conciliares não estavam acostumados com a reflexão deste tema. Três atitudes se destacam: diálogo, convivência e cooperação.

O documento sobre o ecumenismo acentua quatro pontos de doutrina: a) A divisão dos cristãos contradiz abertamente a vontade de Cristo. b) A divisão é um “escândalo” e prejudica a pregação do Evangelho. c) A unidade é divina vocação e graça dada pelo Espírito Santo a todos os cristãos. d) A unidade é dom e responsabilidade. É preciso zelar por ela e promovê-la.

É possível destacar alguns princípios que orientam as ações ecumênicas de acordo com a Unitatis Redintegratio: a) A Igreja é uma e única. b) A unidade cristã é significada e realizada na Eucaristia. Tem como princípio o Espírito Santo e como modelo a Trindade. c) A unidade é vivida em uma só fé, em um mesmo culto e na fraterna concórdia. d) A unidade se organiza na história em fidelidade aos 12, tendo Pedro à sua frente.

 

 

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