Educação cortada

O corte no orçamento da Educação figura entre os maiores erros do governo brasileiro. Ora, a Educação é a condição estratégica indiscutível para que um povo se desenvolva. Do investimento na Educação depende ou se compromete o seu presente e o seu futuro. De forma lamentável o presidente Lula cortou o que é inegociável para a qualificação dos filhos da pátria tão gentil, tão acostumada ao improviso e acomodada no atraso.

Recentes estatísticas das dimensões trabalhistas revelam a real e urgente necessidade de mão-de-obra qualificada. Há milhares de empregos ofertados, vinculados, porém, à capacitação tecnológica. Inclui-se desde a construção civil até sofisticados sistemas empresariais inter-setorializados.

Enquanto pré-candidatos se propõem a reestruturar a Educação em seu complexo, o destrato na esfera da Educação sinaliza a reprodução do típico expediente do quebra-galho, símbolo da improvisação. Sofrendo um segundo corte em 2010, a Educação soma a perda de R$ 2,34 bi (o corte anterior foi de R$ 1,28 bi).

Nosso País prefere sustar o risco de inflação evitando cortes de verbas para sua máquina administrativa. Antes, os gastos aumentam em pleno ano eleitoral. Aqui Educação não dá votos. Muita gente nem atina com o fato de que nós, brasileiros, somos campeões em copas de mundo e campeões em analfabetismo em relação à América Latina e Caribe.

No âmbito cristão, a fé se demonstra com obras. No âmbito político, os valores cívicos, exarados da Constituição, demonstram-se pelo investimento no desenvolvimento da nação, através de obras estruturais. Obras são feitas para garantir e sustentar a ordem e o progresso. A cada dia aumenta o contingente de inserção de adolescentes e de jovens no mercado de trabalho, também mais exigente.

Cortar investimentos substanciosos na dimensão da formação dos cidadãos e cidadãs de bem significa renunciar à inclusão social e desrespeitar seus justos direitos e equânimes deveres. Se o Governo tivesse um verdadeiro projeto de nação investiria pesado nos jovens filhos da terra, trabalhando com metas e resultados.

O Brasil possui matéria-prima e não possui conhecimento e habilidade científica e tecnológica. Brasileiros dependem de “now how” estrangeiro. Nossa sina é aceitar nossos dirigentes cortarem verbas. Eles nos obrigam a reproduzir a dependência do conhecimento científico e tecnológico produzido no estrangeiro e comprado deles, a preço de ouro.

Acorda Brasil! As oportunidades de desenvolvimento nacional dependem das metas da Educação, em todos os níveis: acadêmico, científico e técnico, priorizando planos estratégicos para o presente e futuro do país do futebol, forró e mulher bonita.

Dom Aldo Di Cillo Pagotto

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