Em visita à Grécia, papa Francisco deixa mensagem de esperança aos refugiados

Durante a visita pastoral foi assinada Declaração Conjunta pelo fim da guerra no país

“Não percam a esperança! O maior dom que podemos dar uns aos outros é o amor; um olhar misericordioso; a solicitude de ouvirmos e compreendermos; uma palavra de encorajamento; uma oração. Oxalá possam partilhar este dom uns com os outros”, disse o papa Francisco aos povos refugiados de Lesbos, ilha grega localizada no nordeste do mar Egeu.

Francisco iniciou visita apostólica à Grécia no sábado, 16. O avião papal aterrissou no aeroporto de Mitilene, em Lesbos, logo pela manhã. Na chegada foi saudado pelo patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, e por Sua Beatitude Hieronymos, arcebispo de Atenas.

“O senhor chega em um momento crítico para o nosso povo: a questão econômica, mas estes são problemas que afligem não só a Grécia, aqui devemos enfrentar também a questão dos refugiados e isto é maior do que podemos resistir. Obrigado por aceitar este convite para vir aqui. Seja bem-vindo!”, disse o arcebispo.

Ainda, no sábado, em Lesbos, o papa visitou o campo de refugiados de Mòria, onde cumprimentou 150 menores e 250 pessoas que pedem asilo político. Diante da situação de sofrimento pela qual passam as famílias, Francisco deixou mensagem de esperança:

“Hoje quis estar aqui com vocês. Quero dizer-lhes que não estão sozinhos. Ao longo destes meses e semanas, vocês sofreram inúmeras tribulações à busca de uma vida melhor. Muitos se sentiram obrigados a fugir de situações de conflito e perseguição, sobretudo por amor aos seus filhos pequeninos. Suportaram grandes sacrifícios por amor das suas famílias; sentiram a amargura de deixar todos os seus bens, sem saber qual o destino que lhes aguarda”.

Declaração pela paz

Após encontro com refugiados, foi assinada Declaração Conjunta entre Francisco, o Patriarca Bartolomeu I e o arcebispo Hieronymos II. No texto, os líderes religiosos imploram pelo “fim da guerra e da violência no Médio Oriente, uma paz justa e duradoura e o regresso honroso daqueles que foram forçados a abandonar as suas casas”.

No domingo, 17, ao decolar do aeroporto de Mitilene, no período da tarde, o papa levou três famílias de refugiados sírios que tiveram as casas bombardeadas por terroristas. Ao todo, doze muçulmanos, sendo seis menores.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, explicou que a iniciativa do papa foi um gesto de acolhida aos refugiados.

“As negociações foram intermediadas pela Secretaria de Estado junto às autoridades gregas e italianas”, explicou padre Lombardi.

CNBB com informações e fotos da Rádio Vaticano.

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