Encontro pensará estratégias voltadas à proteção dos defensores de Direitos Humanos

Tentativas de chacina, assassinatos, conflitos armados. O ano de 2019 tem sido de tensão para lideranças de movimentos sociais e ativistas ambientais, numa perspectiva que já se faz presente desde o ano passado. Considerando este contexto, a Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil reunirá entidades para pensar estratégias e ações voltadas à proteção dos defensores de Direitos Humanos. Na sexta-feira, dia 26 de abril, às 20h, será realizada mais uma edição do Papo em Rede para aprofundar esta temática dos defensores de Direitos Humanos e partilhar experiências exitosas neste campo. O evento será realizado no Centro Cultural Missionário (CCM), na Asa Norte, em Brasília (DF).

Segundo o assessor da REPAM-Brasil padre Dario Bossi, a conjuntura atual caracteriza-se por uma estrutura de desmonte dos direitos, “uma estrutura em que a própria semiótica da violência impõe uma narrativa, um imaginário popular que parece liberar a violência como uma das soluções mais eficazes”.

Neste sentido, a Rede e várias entidades parcerias buscam construir ações como a consolidação de alianças com entidades e lideranças favoráveis à afirmação dos direitos socioambientais, incidência internacional, uso da comunicação como estratégia para uma nova narrativa que faça frente à violência, reforço do trabalho de base através da promoção das políticas públicas, da formação jurídico-popular e também das escolas de fé e política.

Papo em Rede

O Papo em Rede foi um projeto concebido a partir da proposta de incidência, um dos eixos de ação da comunicação da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil. É por acreditar que para uma comunicação realmente transformadora há que se desenvolver o potencial de articulação e aproximação com outras instituições e redes, que a REPAM buscou promover estas rodas de conversas.

O objetivo com que se apresentou o Papo em Rede foi de promover espaços de diálogo sobre temas relacionados à Amazônia ou que impactem geralmente na realidade amazônica. Também vislumbra-se fortalecer redes de parceiros colaboradores, possibilitar a participação de agentes formadores de opinião e contribuir para a discussão da construção de políticas públicas com foco nos temas abordados, bem como visibilizar situações pouco discutidas sobre a Amazônia e potencializar a incidência da REPAM-Brasil.

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