“Estarei entre vocês como servidor e aprendiz”, afirma monsenhor Luiz Antônio Ricci

Monsenhor Luiz Antônio Lopes Ricci saudou a arquidiocese de Niterói (RJ) após o comunicado de sua nomeação como bispo auxiliar, nesta quarta-feira, dia 10 de maio. Em carta, endereçada a toda a comunidade arquidiocesana, manifestou gratidão a Deus pelo dom da vida cristã, pela vocação sacerdotal e por chama-lo para o ministério episcopal. “Estarei entre vocês como servidor e aprendiz. Espero poder contribuir, contando sempre com a Graça de Deus”, escreveu.

No texto, ele conta que após a comunicação que recebeu com “temor e tremor”, citando a carta de São Paulo aos Filipenses, a primeira imagem que o tocou foi a da Ponte Rio-Niterói, que liga a sede episcopal à capital fluminense. “Desejo ser um operário na Vinha do Senhor, construtor de pontes, na comunhão eclesial e solidária, colaborando para ‘aterrar os vales e aplainar montanhas e colinas’ (cf. Lc 3,5), como anunciou São João Batista, Padroeiro da Arquidiocese de Niterói”, disse.

“Desejo ser um operário na Vinha do Senhor, construtor de pontes, na comunhão eclesial e solidária”

“Confesso que fiquei surpreso com a nomeação, acolhida com gratidão e confiança, após intenso e sofrido discernimento”, disse monsenhor Luiz Antônio, que continuou: “Sempre acreditei e experienciei que quando Deus dá uma missão, oferece-nos também os meios para bem cumpri-la, em seu nome, por amor e com amor. Diante de tantos fatos que ocorreram em minha vida posso afirmar: ‘Senhor, em tudo engrandeceste e glorificaste o teu povo, sem deixar de assisti-lo, em todo tempo e lugar o socorreste’ (Sb 19,22)”.

A ordenação episcopal acontecerá no dia 16 de julho, um domingo, Memória de Nossa Senhora do Carmo, às 15h, em Bauru (SP).

Acolhida
A notícia da nomeação foi anunciada pelo arcebispo de Niterói, dom José Francisco Rezende Dias, “com o coração exultante de alegria”. Dom José Francisco agradeceu a monsenhor Luiz pela resposta generosa e a acolhida “ao chamado ao serviço pastoral e missionário ente nós”. O arcebispo afirmou que há muito tempo é esperada a colaboração de um auxiliar, considerado “presente” muito agradecido ao papa Francisco e ao núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello. Foi enviado um “caloroso agradecimento” à diocese de Bauru (SP), onde monsenhor Luiz Antônio nasceu e exerce o ministério presbiteral.

Dom José Francisco ainda destacou ao auxiliar a “certeza de que tudo será feito para que se sinta em casa e possa exercer com alegria seu ministério episcopal para maior glória de Deus”, confiando o seu ministério aos padroeiros da arquidiocese São João Batista e Nossa Senhora Auxiliadora.

Monsenhor Luiz Antônio será o quarto bispo auxiliar de Niterói. O último foi o atual bispo de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

A arquidiocese
A arquidiocese de Niterói completou 125 de criação no último dia 27 de abril: foi erigida pelo papa Leão XIII, no dia 27 de abril de 1892, através da Bula Ad universas orbis Ecclesias, sendo o primeiro bispo dom Francisco do Rego Maia. O estado do Espírito Santo esteve subordinado à jurisdição da diocese até novembro de 1895. A elevação a arquidiocese e sede metropolitana foi promovida pelo papa João XXIII, em 26 de março de 1960, graças à Bula Quandoquidem verbis. O primeiro arcebispo foi dom Antônio de Almeida Moraes Júnior.

Formada por cerca de 80 paróquias, distribuídas por 14 municípios, a arquidiocese tem suas atividades pastorais divididas em seis dimensões, a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE): Comunitária e Participativa, Missionária, Bíblico-Catequética, Litúrgica, Ecumênica do diálogo religioso e Sócio-transformadora.

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