Igreja do Rio Grande do Sul em comunhão com Moçambique

Dom Carlos Romulo
Bispo de Montenegro

 

A Igreja do Rio Grande do Sul vive um momento de gratidão e maturidade cristã, através do projeto missionário com Moçambique.

Por que gratidão? Porque ao longo de mais de 300 anos, nós recebemos o Evangelho através de tantos missionários e missionárias que modelaram o nosso jeito de ser Igreja no Rio Grande do Sul. Tudo começou com os jesuítas que chegaram com o projeto das “reduções”. Nesta mesma época chegaram também os portugueses que junto da ocupação territorial, traziam uma experiência eclesial. Em cada lugar se construía uma capela, uma paróquia, enfim, um espaço de missão. Recebemos muitas colonizações, de alemães, italianos, poloneses, e outros povos. Com a colonização veio uma outra experiência de evangelização. Em todos os momentos, sempre recebemos muitas congregações, masculinas e femininas. Portanto, tudo o que temos de vida eclesial tem sua origem numa experiência missionária. Depois temos o crescimento da Igreja, a comunhão de todos os povos que aqui formam nossa experiência cristã, brancos, índios, negros e outros povos. Estamos ainda a caminho, pois ainda falta muito para o anúncio do Evangelho em nossa terra.

Por que maturidade cristã? Porque nossa Igreja, nesta caminhada formou comunidades, paróquias, dioceses, congregações e a formação de tantos leigos e leigas. Maturidade cristã significa sair de si, reconhecer o que disse o Senhor Jesus: “Mais vale dar que receber” (Atos 20,35).

A Igreja do Rio Grande do Sul, há 25 anos leva avante um projeto missionário na Igreja de Nampula, em Moçambique, no continente africano. Esta experiência faz com que todas as nossas dioceses se comprometam em manter lá uma experiência missionária. Por lá, muitos padres, religiosos e religiosas e leigos e leigas, doaram o melhor de si como testemunhas do Evangelho. Este projeto continua nos dias de hoje.

Portanto, para nós católicos do Rio Grande do Sul, a Solenidade de Pentecostes é para nós um momento de renovação eclesial e de abertura missionária. Nem todos, nem todas são chamados a atravessar o Oceano e viver três anos ou mais como missionário. Mas todos nós somos chamados a participar da missão. Somos todos, somos todos missionários.

Que cada comunidade, tenha a alegria de participar, no final de semana de Pentecostes da Coleta em favor da nossa missão na Igreja de Moçambique.

Temos muitas outras experiências missionárias, como diocese, como congregação e também missão em nossas cidades. E temos esta bonita experiência que une nossa Igreja gaúcha. Esta missão na Igreja de Moçambique, já há 25 anos é gratidão e expressão de maturidade cristã.

 

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