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Ao final do Conselho Permanente, bispos afirmam que “As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em ‘berço esplêndido’”.

coletiva21062013Terminou nesta sexta-feira, dia 21 de junho, o encontro do Conselho Permanente da CNBB - instância que reúne a presidência, os presidentes das comissões episcopais pastorais e os conselhos regionais. No início da tarde de hoje, o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, e o secretário geral, dom Leonardo Steiner, realizaram um balanço do evento durante coletiva de imprensa.

O cardeal relatou que os bispos fizeram uma avaliação da última Assembleia Geral da CNBB, e definiram que o tema “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, será novamente o tema do encontro dos bispos de 2014. “Escolhemos também como um tema prioritário, isto é, tema que será apresentado para o início uma reflexão, a questão dos Leigos na Igreja”, explicou.

Reforma política e Código Penal

No campo social, o Conselho Permanente também abordou a questão da Reforma Política, já que a CNBB tem uma comissão especial que acompanha o processo de discussão deste assunto. “Em 2011, nós nos pronunciamos sobre esse tema e dizíamos que a Reforma Política é uma urgência inadiável em nosso país. Se feita de forma a ultrapassar os limites de uma simples reforma eleitoral, ela se torna um caminho seguro para coibir a corrupção e sua abominável impunidade, que corroem instituições do Estado brasileiro e a vida do povo”, explicou dom Damasceno.

Sobre a reforma do Código Penal, o cardeal revelou que os bispos ouviram especialistas na área jurídica e que todos se empenharam em participar do aprofundamento dos principais temas do código. “Esse é um assunto de grande relevância para nós, ainda que o Congresso Nacional não tenha colocado, com clareza, a colocação entre suas prioridades atuais. Uma comissão especial nomeada pela presidência da CNBB, composta por juristas católicos de reconhecida competência, tem acompanhado todo o processo de discussão a reforma do Código Penal e oferecido ao episcopado informações substantivas sobre o rumo que as coisas estão tomando. Renovamos nosso compromisso de participar e colaborar com uma reforma que garanta a justiça e a defesa da vida”.

Saúde

Durante o Conselho Permanente, os bispos debateram a atuação da CNBB junto ao Movimento “Saúde+10” – que luta pela apresentação de um Projeto de lei de Iniciativa Popular que venha garantir o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira. Os bispos aprovaram a pauta de prosseguimento da posição da CNBB dentro do movimento: 8 de julho, um ato púbico no qual vai se fazer a entrega da minuta de Projeto de Lei de iniciativa popular; Dia 10 de julho, seria o dia forte da coleta das assinaturas nas comunidades católicas; Até o final de julho, as entidades envolvidas com a elaboração do Projeto de Lei concluiria o trabalho; No 5 de agosto, entrega ao Congresso Nacional.

Manifestações

Em relação às manifestações populares realizadas em todo o Brasil, a CNBB se pronunciou hoje por meio de nota oficial, que foi apresentada pelo secretário geral, dom Leonardo. No texto, os bispos declaram sua “solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos”.

Em relação aos atos de vandalismo, a CNBB avalia que “nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito”.

Por fim, os bispos desejam que “estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos”.

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