Mensagem, por ocasião do início da Quaresma de 2009

Caros irmãos e irmãs,

Iniciamos, com as celebrações da quarta-feira de cinzas, o tempo santo da Quaresma.

A Quaresma, na tradição da Igreja é o tempo marcado por algumas ações fundamentais: a oração, o jejum, a penitência, as obras de caridade e a escuta da Palavra de Deus. Tudo isto com a intenção de se produzir um efeito, um fruto. O fruto, o resultado último da Quaresma deve ser a nossa conversão. Mas só tem sentido este movimento, de nossa parte, porque sabemos que Deus não nos faltará com sua Graça.

Nas orações Litúrgicas das Missas, neste tempo, pedimos ao Senhor que nos ajude a trilhar, durante este período, “um caminho de verdadeira conversão”.

Ressoa, nas leituras bíblicas proclamadas o convite de Deus, para que cada um de nós retorne  à casa do Pai. Se cada um de nós acolher este convite, Deus fará triunfar a sua misericórdia e nos dará grandes bens.

Nos Evangelhos proclamados durante este período, somos convidados a viver algumas destas práticas características da Quaresma. Mas Jesus coloca uma nova exigência para estas práticas: não realizá-las como faziam os fariseus, para demonstrar-se, para receber o aplauso humano, mas fugindo de toda a hipocrisia e de toda a vaidade, cumprir estas práticas para agradar a Deus.

E o que de fato agrada a Deus quando nos penitenciamos, é o desejo de melhorar, de corrigir nossos defeitos, de sermos melhores filhos de Deus e melhores irmãos uns dos outros. Este é o primeiro grande fruto da Quaresma: a conversão, concretizada em um maior amor a Deus, que se expressa em uma capacidade maior de escuta de sua Palavra, de uma maior intimidade com Ele na oração. O segundo fruto será o de um maior amor a nossos irmãos, que se expresse em um autentico espírito de serviço, especialmente voltado para aqueles que mais precisam de nós.

Neste período, a Igreja no Brasil nos propõe, através da Campanha da Fraternidade, a oportunidade de refletirmos e tomarmos consciência de que “A paz é fruto da justiça”. Ou seja, como católicos pedimos ao Senhor, e nos comprometemos a colaborar nas realidades nas quais estamos inseridos, para que todas as pessoas possam viver em paz, não na paz que é imposta pelo poder das armas, mas na paz que nasce de uma sociedade mais fraterna, mais justa, que crie de fato as oportunidades para que todos possam viver com a dignidade que todos temos, derivada do fato de sermos imagem e semelhança de Deus.

Quero, através desta Mensagem, dirigida a todos os diocesanos, desejar uma santa e fecunda Quaresma. Que este seja um tempo de autêntica conversão, para a nossa renovação espiritual. Que todos procurem nos momentos adequados, o Sacramento da Reconciliação e da Penitência. Peço, especialmente aos padres da Diocese, que com generosidade e espírito de sacrifício, disponham-se a atender as confissões do povo, que neste período são sempre numerosas.

E que Deus nos conduza todos à Sua Páscoa, antecipação da Páscoa definitiva que um dia, viveremos no céu.

Deixo a todos minha benção de pai e pastor.

Dom Antonio Carlos Rossi Keller

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