Missionários preparam-se para desafios fora do país

Missionários enviados além-fronteiras participam, desde o dia 3 de agosto, do Curso Ad Gentes, promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM). Estão presentes 30 pessoas, entre leigos, presbíteros e religiosas que seguirão em missão para países como Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Síria, Israel, Haiti, Timor Leste e Somália.

O curso prepara os missionários para os desafios fora do país, longe de sua cultura e igreja de origem. No evento, são apresentadas as sete dimensões da missão: humano-afetiva, bíblica, histórica, geográfica, antropológica, teológica e espiritual. Além disso, há a dimensão prática da missão, que inicia os participantes em algum idioma estrangeiro, como o inglês e o francês.

A psicóloga e assessora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Maria de Fátima Morais, explica que o primeiro bloco da formação concentra- se na dimensão humano-afetiva. “Estamos trabalhando a questão da relação tendo como base a pessoa de Jesus e as relações que ele vai tecendo com seus discípulos ao longo do caminho. Na afetividade que é o amor, acolhida mútua, os discípulos vão superando os desafios e os conflitos e partem em missão. Quando eles olham para Jesus conseguem dar esse passo”, acrescenta a psicóloga.

Irmã Maria de Fática ainda destaca que a hospitalidade, o diálogo, os valores e as relações são o que fazem as pessoas se tornarem cada vez mais humanas. “Ao se pisar em uma nova realidade, o missionário deve se colocar numa atitude de escolha. É necessário ter humildade para acolher o próximo na sua diferença e, ainda, amar o outro para lidar com os novos desafios”, acredita.

O diretor do CCM, padre Estevão Raschietti, recorda que a missão requer sempre mais formação, conhecimento e capacitação. “As circunstâncias onde os missionários e as missionárias encontram-se não são entre as mais favoráveis. Diversas situações desafiam as condições físicas, psíquicas e espirituais dos agentes. Por isso é preciso muita disposição, maturidade humana, motivações e uma boa caminhada discipular para poder lidar com os encontros e desencontros que a missão ad gentes proporciona”, lembra.

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