“Não existe vacina melhor no mundo do que o leite materno”, diz dom Anuar Battisti

Dom Anuar Battisti

Entre o dias 1º e 7 de agosto é promovida a Semana Mundial da Amamentação. Desde o ano passado, a iniciativa ganhou força com a campanha ‘Agosto Dourado’, sancionada pelo governo federal e que prevê ações de conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Promovida em mais de 120 países desde 1992, pela Aliança Mundial Para a Ação em Aleitamento Materno (WABA), neste ano o tema da campanha é “Amamentação é a base da vida”, e tem como foco prevenir todas as formas de desnutrição e garantir a segurança alimentar.

A amamentação exclusiva até os seis meses pode, de acordo com especialistas, prevenir doenças e reduzir a mortalidade infantil. Sabendo desta importância, o portal da CNBB entrevistou o arcebispo de Maringá e integrante do Conselho Administrativo da Pastoral da Criança Internacional, dom Anuar Battisti. Ele afirma que “o sangue da mãe é o leite que vai fortalecer ao sangue do bebê, evitando uma série de enfermidades durante toda a vida”.

Confira a entrevista na íntegra:

Para o senhor, qual a importância do aleitamento materno e porque uma mulher deve amamentar?

Um dos tantos motivos, eu penso que o primeiro relacionamento da mãe com o bebê, inicia com esse contato através da amamentação. O sangue da mãe é o leite que vai fortalecer ao sangue do bebê, evitando uma série de enfermidades durante toda a vida. Nenhum alimento é tão completo e não existe vacina melhor no mundo do que o leite materno. Não é só importante é necessário. A onda de que a mãe precisa manter os seios elegantes, por isso, não pode amamentar, é um pecado. Em nome da estética, omite o alimento que vai oferecer ao filho qualidade de vida, é o mesmo que negar o pão a quem bate na nossa porta. Disse Jesus: “Estive com fome e me deste de comer”.

Na sua opinião, uma mulher deve amamentar o seu bebê em público?

Não se pode deixar levar pelo pudor, quando chegou a hora da amamentação. Qualquer lugar, mesmo em público, é dever da mãe, e ela tem o direito de todo o respeito seja de quem for. Se a mãe, tem vergonha de se expor, busque um lugar mais discreto, ou cubra os seios, mas não deixe de amamentar.

O Papa Francisco incentiva a amamentação. De que forma nós também, como Igreja, podemos incentivar a amamentação?

Penso que nós todos, que formamos comunidade de irmãos, precisamos manter o máximo de apoio e respeito às mães, para que, mesmo nas celebrações na igreja, possam amamentar com tranquilidade seus filhos. Por isso é importante que as lideranças, a começar pelo próprio padre, use do microfone para incentivar as mães neste serviço fundamental que é a amamentação, mesmo dentro da igreja.

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