No mês missionário com o terço nas mãos

Dom Romualdo Matias Kujawski
Bispo diocesano de Porto Nacional (TO)

Carta aos Sacerdotes e Diáconos da Diocese de Porto Nacional 

Caríssimos,

Meditando o Rosário no mês de Outubro, trago ao meu pensamento cada um de vocês que, canonicamente são os meus mais próximos Colaboradores, principalmente na dimensão pastoral em nossa caminhada diocesana. Agradeço todo o empenho e iniciativas pastorais, às orações, e também ao esforço para preservamos a união entre nós e à Santa Igreja.

Os desafios neste mundo de hoje são enormes! Basta ler os jornais, ouvir as notícias para perceber que o liberalismo positivista, sem Deus, aguarda apenas um momento viável para colocar para fora todos os nossos pecados. Em unidade ao nosso Papa Francisco, repudio a pedofilia e qualquer conduta contrária à nossa vocação sacerdotal. Em meu ministério, tenho procurado ser justo, mas também misericordioso, acreditando que cada um tem a possibilidade de se converter e começar de novo. Esta é a pedagogia do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nossa Diocese, como já me expressei via WhatsApp, no grupo dos Sacerdotes, temos várias iniciativas pastorais louváveis, seja a partir da Paróquia, seja a partir do trabalho pessoal do Padre. Resta como desafio para nós a caminhada pastoral em conjunto.

Tenho certas dificuldades de chamar a atenção em momentos de dificuldades, esperando que a conduta estranha se corrija a partir da reflexão crítica do próprio Sacerdote sobre si mesmo e suas atitudes. Gostaria chamar atenção sobre as três atitudes que enferrujam a nossa unidade, atrapalhando o trabalho pastoral. Em primeiro lugar, é nítido observar que o Povo se queixa, por exemplo, repudiando o autoritarismo do Padre, em suas relações interpessoais; Em segundo lugar, o apego ao dinheiro e aos bens materiais, e em terceiro lugar, as atitudes individualistas e certo isolamento nas Casas Paroquiais.

Não escrevo isso para apontar o erro de alguém. Mas é necessário fazer uma revisão de vida, a partir de nós mesmos. Podemos partir da busca de uma resposta para a seguinte questão: O que fazer para sermos verdadeiramente Sal e Luz em meio ao Povo?

Repito mais uma vez o que falei perante a imagem de Nossa Senhora das Mercês, durante a homilia que proferi na Missa Solene de sua festa: Quando nós rezamos o Rosário, Nossa Senhora nos recorda: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). O Senhor quer que desejemos a Misericórdia Divina, para nós e para Povo! Ele quer nossa verdadeira conversão diária; Ele quer nossa gratidão pelas graças recebidas; Ele quer o nosso testemunho de vida e de santidade; Ele quer o nosso testemunho de Verdade!

Repito a pergunta que fiz anteriormente: O que fazer para sermos verdadeiramente Sal e Luz em meio ao Povo?

Desejo que a voz da Senhora das Mercês, sua voz misericordiosa, continue a soar em nossos ouvidos: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5)

Desejo a cada um de vocês um excelente mês missionário.

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