“O autêntico amor para com os enfermos exige construção de políticas públicas”, diz CNBB por ocasião do Dia do Enfermo

Os bispos incentivam comunidades, pastorais, movimentos e associações a lutarem pelos direitos dos mais necessitados

Hoje, 11 de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial do Enfermo. Em mensagem, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestaram “estima e proximidade de pastores aos enfermos”. A mensagem foi divulgada no dia 04 de fevereiro, durante coletiva de imprensa.

O episcopado brasileiro destaca no texto que “o autêntico amor para com os enfermos exige que nos comprometamos com a construção de políticas públicas de saúde que atendam dignamente o ser humano em suas necessidades básicas”.

Para os bispos, o Ano da Misericórdia é ocasião privilegiada para o cuidado com as pessoas enfermas, as quais, “muitas vezes, se sobrepõe o peso do preconceito e da discriminação”.

Confira a integra da mensagem:

MENSAGEM DA CNBB POR OCASIÃO DO DIA DO ENFERMO

“Eu estava doente, e cuidastes de mim ” (Mt 25,36)

Nós, Bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2016, vimos manifestar nossa estima e proximidade de pastores aos enfermos, por ocasião da celebração do Dia Mundial do Enfermo, 11 de fevereiro.

Na fidelidade a nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo que sempre deu atenção especial aos enfermos, somos incentivados ao cultivo e à prática desta obra de misericórdia. Essa atitude torna-se visível na caridade praticada pela Pastoral da Saúde e por tantas pessoas que, com amor abnegado, se dedicam a cuidar dos enfermos.

O Ano da Misericórdia revela-se ocasião privilegiada para nos dedicarmos ainda mais aos irmãos e irmãs enfermos, aos quais, muitas vezes, se sobrepõe o peso do preconceito e da discriminação, tornando sua condição ainda mais difícil. Como discípulos de Jesus misericordioso, reafirmamos com o Papa Francisco que “no sofrimento nunca há quem esteja só porque, no seu amor misericordioso pelo homem e pelo mundo, Deus o abraça até nas situações mais desumanas, nas quais a imagem do Criador, presente em cada pessoa, parece ofuscada ou desfigurada”.

O autêntico amor para com os enfermos exige que nos comprometamos com a construção de políticas públicas de saúde que atendam dignamente o ser humano em suas necessidades básicas. Diante disso, incentivamos nossas comunidades, pastorais, movimentos e associações a também lutarem pelos direitos dos mais necessitados, principalmente por causa da crise pela qual passa grande parte das instituições de saúde do país.

Manifestamos nosso reconhecimento e agradecimento a todos os que, voluntária ou profissionalmente, se dedicam aos doentes, particularmente àqueles que, em suas famílias, convivem com a experiência da doença de pessoas queridas.

Pela intercessão de Nossa Senhora da Saúde, invocamos a bênção de Deus sobre os doentes e os que a eles se dedicam.

Brasília, 4 de fevereiro de 2016.

 

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