O grande sinal da presença do Cristo Ressuscitado

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

 Todo o tempo Pascal nos leva a reconhecer e celebrar a presença do Ressuscitado entre nós e na Nova Criação. Certamente, uma experiência da nova existência em Cristo é conhecer, viver e testemunhar o mandamento-legado de Jesus: “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Deveras, o seguimento do Senhor se mostra na capacidade de amar e servir dando a vida como Ele e por Ele.

Buscamos, muitas vezes, sinais de identificação dos cristãos: vestes, crucifixos, medalhas, que, certamente, são indicadores de piedade e devoção. Porém, como afirmava São João da Cruz, na tarde da nossa vida seremos julgados no amor. O sinal inequívoco, essencial e autêntico da práxis cristã é o amor apaixonado por Jesus, e pelos irmãos, especialmente os pobres, onde Ele se esconde.

Por isso, sempre dizia o Pe. Carlos Mujica na paróquia onde o Papa Francisco trabalhou na periferia: “por eles dou a vida, por eles me consagro”. Por isso, Tolstoi sempre ensinava que, onde habita a caridade, o amor fraterno, Deus ali está. E o amor aos irmãos supõe a vontade firme, benevolente de promovê-los integralmente, ajudando-os na sua realização plena como seres humanos e cristãos.

Este mandamento foi ensinado e exemplificado com o lava-pés, que significa colocar-se totalmente disponível para o serviço humilde, reparador e libertador aos nossos irmãos. A Madre Teresa de Calcutá gostava de repetir: “a fé em ação se chama caridade, e a caridade em ação se chama serviço”.

Viver o novo mandamento é mais que uma tarefa, é um estilo de vida e uma missão, que nos leva certamente a conhecer plenamente o amor, ternura e comunhão do Pai. Aprender a amar com total despojamento e entrega aos irmãos possibilita encontrar o sentido profundo da vida: quem não vive para servir, não serve para viver (pois, não constrói a sua casa sobre alicerce seguro e permanente). Deu seja louvado!

 

 

 

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