O “Tríptico de Aparecida”: incentivo para o discípulo missionário

O mês de setembro nos ajudou a meditar e a rezar a Palavra com a Leitura Orante da Bíblia e o Rosário, acompanhando nossa Padroeira em visita às Regiões e Paróquias da Diocese. Ela continua a tornar-nos discípulos de Jesus. No dia 07 de outubro, acolhemos na Catedral as imagens peregrinas da Padroeira e os missionários e missionárias da Diocese.

O mês de outubro não nos deixa dúvidas: somos missionários de Jesus! No Domingo dia 18, comemoramos o Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária. Já abrimos o mês com a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus. Falecida aos 24 anos em 1897, no dia 17 de maio de 1925, foi canonizada pelo Papa Pio XI e proclamada Patrona Universal das Missões Católicas, em 1927. O Papa João Paulo II, por sua vez, a declarou Doutora da Igreja em 1997. Em carta tornada pública em 1º de outubro de 2007, o Papa Bento XVI recordou que “Teresa de Lisieux, sem haver saído de seu Carmelo, viveu à sua maneira, um autêntico espírito missionário oferecendo ao mundo uma nova via espiritual que une os laços entre oração, caridade e ação na missão da Igreja.”

E o mesmo Papa Bento XVI nos ofereceu, em Aparecida, o Tríptico evangelizador e devocional, fruto da arte cusquenha. Com ele, o Papa indica que se encontram simbólicamente em Aparecida, a cultura andina típica dos países do Pacífico com o mundo lusófono das costas do Atlântico, onde se encontra o Santuário de Aparecida.

Contemplemos! O Pai Eterno e o Espírito Santo estão no alto coroando a imagem de Jesus Ressuscitado. É a Trindade que dá sentido à vida humana e à evangelização. Afirma-se a Palavra de Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ide.  E fazei discípulos a todos os povos”. A missão tem, pois, sua origem na Trindade. “A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai” (DA, 347).

A seu lado encontram-se dois santos que muito influiram na missão: São Turíbio de Mogrovejo, missionário vindo da Espanha que, como Bispo místico, realizou, a partir de Lima uma gigantesca obra evangelizadora. E Santa Rosa de Lima, leiga nascida em uma família de origem dominicana, que chegou a elevado cume de intimidade esponsal com Cristo e de heróica caridade com os pobres.

Continuemos contemplando as imagens: Nas bodas de Caná, Maria intercede diante de Jesus para que não falte vinho e fala aos servos – e à humanidade, através dos tempos: “Façam tudo o que Ele lhes disser”!  No chamamento dos primeiros discípulos, Pedro aceita jogar ainda a rede em alto mar, apesar de uma noite sem sucesso: “Em teu nome lançarei as redes. Deixaram tudo e O seguiram”. Hoje, o Mestre continua nos chamando a lançar em seu nome, mesmo em meio às dificuldades de nosso tempo e cultura. Na multiplicação dos pães, Jesus confia aos discípulos – e hoje a nós – a tarefa de distribuir os bens que Deus multiplica na terra: “Dêem-lhes de comer!”

No caminho de Emaús, Jesus ilumina a descrença dos peregrinos sobre sua ressurreição e parte o pão com eles, que sentem arder o coração: “Como arde nosso coração!” No dia de Pentecostes, estavam reunidos em oração os Apóstolos com Maria, a Mãe de Jesus. Desceu a chama de fogo: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”! Hoje a Igreja continua sua missão entrando na vida de ´nossos povos`, sob a proteção da Virgem de Guadalupe, prolongando o amor e o compromisso de São Juan Diego: “Vocês serão minhas testemunhas!”

A missão é a palavra chave do Documento de Aparecida: “A Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade” (DA, 362). “A missão continental procurará colocar  a Igreja em estado permanente de missão” (DA, 551). “Missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da missão continental” (DA, 144). “Todas as nossas paróquias se tornem missionárias” (DA, 173). “Os melhores esforços das paróquias devem estar na convocação e na formação de leigos missionários (DA, 174). “As CEBs têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor” (DA, 178). “O PÁROCO seja autêntico discípulo de Jesus Cristo…deve ser ardoroso missionário que vive o constante desejo de buscar os afastados e não se contenta com a simples administração” (Da, 201). OS BISPOS têm de ser testemunhas próximas e alegres de Jesus Cristo, Bom Pastor” (DA. 187).

Continuemos as experiências de missão já realizadas em várias regiões da Diocese com muito sucesso e alegria da parte dos missionários e das missionárias. Quanto bem levaram ás famílias e pessoas visitadas! “Missão é dom, é graça, é tarefa. Ela necessita de convicções firmes, de motivações audaciosas, que brotam de uma profunda experiência mística com a Trindade Santa. Mística e Missão são inseparáveis. Mística gera liberdade, criatividade, fecundidade, ousadia. É de tudo isso que a Missão precisa para ela acontecer” (Pe. Luis Mosconi). Mãos à obra!

Dom Jacyr Francisco Braido

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