“Onde há povo, há missão. E onde há missão, há mil razões para ser feliz”, Dom Luciano Mendes de Almeida

Animação, formação, organização e cooperação missionária em todos os níveis da Igreja, além de uma atenção especial à espiritualidade missionária são os elementos que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Foto: Divulgação

A comissão cuida de todos os assuntos referentes à animação missionária nas arqui/dioceses e regionais, acompanhando as atividades de formação e articulação missionária. Também acompanha a animação dos projetos de Igrejas Irmãs, as iniciativas de cooperação ad gentes, e em particular os projetos de cooperação missionária assumidos pela própria conferência.

Como diz o documento Cooperatio Missionalis, da Congregação para Evangelização dos Povos, “em virtude da comum responsabilidade missionária dos Bispos, em todas as Conferências Episcopais deve constituir-se uma comissão episcopal para as missões”.

O assessor da comissão, padre Sidnei Marco Dornelas explica que o trabalho é desenvolvido em parceria com outros organismos e instituições como as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e o Centro Cultural Missionário (CCM).

“As atividades da comissão se fazem em parceria com os organismos missionários, como as POMs e o CCM. Além disso, também acompanha as atividades de animação missionária que são promovidas nos 18 regionais da CNBB, na linha da formação, animação e articulação”, destaca o padre.

Ação nas diferentes realidades

A comissão atua nas diferentes realidades encontradas no Brasil. Entre as principais atividades desenvolvidas estão: encontros de formação de coordenadores de conselhos missionários; de articulação dos projetos de Igrejas Irmãs; sobre a evangelização dos povos indígenas; participação em congressos missionários e encontros de formação nos regionais; animação e reflexão dos leigos missionários além-fronteiras.

Além disso, a comissão faz um acompanhamento dos projetos de cooperação da CNBB com as Igrejas do Haiti, Guiné-Bissau e Timor Leste; acompanhamento da articulação dos Conselhos Missionários Regionais (COMIREs) e organismos missionários por meio do Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB

A Comissão é presidida pelo bispo auxiliar de São Luís do Maranhão, dom Esmeraldo Barreto de Farias e tem como membros os bispos de Chapecó (SC) dom Odelir José Magri; de Estância (BA), dom Giovanni Crippa, e de Óbidos (PA), dom Bernardo Johannes Bahlmann. A assessoria é feita pelo padre Sidnei Marco Dornelas.

Atuação

A atuação da comissão se dá em três âmbitos: animação missionária, missão continental e cooperação intereclesial. Segundo padre Sindei, como eixo transversal desses campos de ação, a comissão tem como prioridade a formação missionária, com duas preocupações fundamentais: a pessoa do missionário(a) e tornar os pobres protagonistas da missão.

  • Animação Missionária:

– Presidir e coordenar o Conselho Missionário Nacional (COMINA);
– Contribuir na assessoria do Regionais, sobretudo por meio da articulação dos COMIREs e COMIDIs;
– Promover a espiritualidade e formação missionária em todos os níveis eclesiais;
– Aprofundar a reflexão sobre a missão em colaboração com os organismos missionários;

  • Missão Continental:

– Acompanhar e animar as iniciativas nas Igrejas Particulares em vista da conversão pastoral: “colocar a Igreja em estado permanente de missão”;
– Apoiar e colaborar na articulação de iniciativas e organizações em vista das “missões populares” e da dinamização missionária das Igrejas Locais;
– Subsidiar a formação missionária para coordenadores de pastoral, formadores de presbíteros, jovens, e outros segmentos da vida eclesial, em vista da missão permanente;
– Colaborar e realizar parcerias com outras comissões e entidades em projetos missionários de nível nacional;

  • Cooperação Intereclesial:

– Acompanhar diretamente os projetos de solidariedade missionária Ad Gentes assumidos pela CNBB;
– Contribuir na articulação dos projetos de Igrejas Irmãs e de cooperação intereclesial assumidos no âmbito da Igreja no Brasil;
– Apoiar a formação de missionários além-fronteiras, seja os que entram em nosso país, como aqueles que nossa Igreja destina a outros países;
– Colaborar, no âmbito do COMINA, na articulação de organismos e pastorais de cooperação missionária, como a Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE);

Share This