Organismos do Povo de Deus discutem vocação

Toda a manhã de sábado, 14, foi dedicada ao estudo do tema “vocação”, durante a 8ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, iniciada ontem, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo. O evento, realizado a cada dois anos, é convocado pela CNBB e realizado em conjunto pela Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB), Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), Comissão Nacional de Diáconos (CND) e Comissão Nacional dos Presbíteros.

“A vocação tem origem divina; Deus é quem toma a iniciativa e nos chama desde a sua gratuidade”, disse o assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima, durante sua conferência. “A vocação é um processo que se passa no âmbito mais profundo da pessoa. Decisiva é a resposta que cada um é chamado a dar ao apelo de Jesus por meio da Igreja em continuar a missão no mundo”.

Segundo padre Reginaldo, há uma estreita relação entre vocação e missão. “Na Bíblia, toda vocação é para a missão e esta pressupõe um chamado, a vocação”, ressaltou. “A missão não é um acréscimo ou extensão da vocação, mas um componente essencial quer seja ela leiga, religiosa ou sacerdotal. A missão faz parte do DNA de toda e qualquer vocação”, afirmou.

O presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Carlos Francisco Signoreli, ressaltou a importância de se considerar a vocação do leigo na Igreja e no mundo. “Não há vocação auxiliar à outra. Não há suplência nos ministérios. Gostaríamos [Os leigos] de não ser colaboradores de vocação nenhuma, mas de viver nossa própria vocação”, disse Signoreli.

Signoreli lembrou, também, o papel dos leigos na sociedade. “Somos a Igreja no coração do mundo. Queremos ser também o mundo no coração da Igreja e trazer os valores do mundo que devem permear a Igreja”, afirmou. “Temos orgulho de constituir a Igreja no Brasil”, concluiu.

Missa

O bispo da cidade de Goiás, dom Eugênio Rixen, presidiu a missa que antecedeu os trabalhos de hoje na 8ª Assembleia dos Organismos do Povo de Deus. Em sua homilia, dom Eugênio, valeu-se do evangelho para afirmar a necessidade do cristão rezar sempre.

“Na pós-modernidade, as pessoas procuram Deus para pedir coisas. Há muitas igrejas que prometem cura, dinheiro, riqueza, mas isso não é automático. É mais uma religião de supermercado”, disse. “O que a fé nos pede é o seguimento de Jesus, o compromisso de encarnar na própria vida o evangelho”, acrescentou.

Os trabalhos da assembleia continuam na parte da tarde com uma conferência de dom Eugênio sobre “Igreja, discípula missionária”. Em grupos, os 150 participantes discutirão o tema e apresentarão o resultado de seu debate num plenário, no final da tarde.

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