Os Diáconos Permanentes na Igreja

Leio duas notícias, referente à Igreja Católica. A primeira: Dia 26 de setembro acontece em Santa Cruz do Sul o Encontro Estadual dos Diáconos permanentes. A segunda: nesta ocasião haverá a ordenação diaconal de Ingo Stertz, pai de família e conhecido líder comunitário.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1964, aprovou a seguinte resolução: “O Diaconado permanente poderá ser restaurado como um grau próprio e permanente da hierarquia. Pode ser conferido a homens de idade mais madura, mesmo casado” (LG, nº 74). Havia séculos que os Diáconos eram apenas ordenados como um passo para a ordenação presbiteral. A restauração do Diaconado como um ministério permanente foi considerado um ato de coragem e pastoralmente muito oportuno.

O episcopado gaúcho aderiu à iniciativa conciliar e hoje os Diáconos permanentes são uma feliz realidade, em franca expansão. No Rio Grande do Sul, salvo engano, são em número de 146.

A integração na Ordem dos Diáconos é feita por um rito chamado de “Ordenação”. O sinal visível desta consagração diaconal é a imposição das mãos do bispo e a oração consecratória. A tradição de só o bispo impor as mãos quer significar que o Diácono está especialmente ligado ao Bispo nas tarefas de sua “Diaconia”.

O Código de Direito Canônico (Cân. 266) determina que não haja clérigo vago ou acéfalo. Por isso o Diácono pela ordenação é incardinado na Diocese para cujo serviço é promovido.

As grandes assembléias episcopais da América Latina e do Caribe aderiram à restauração dos Diáconos permanentes como “um fenômeno animador”. Em Santo Domingo os Bispos se comprometeram a “Criar os espaços necessários para que os Diáconos colaborem na animação dos serviços na Igreja, detectando e promovendo líderes, estimulando a co-responsabilidade de todos para uma cultura de reconciliação e de solidariedade” (SD, 77).

O último Concílio sintetizou as funções dos Diáconos assim: “Fortalecidos com a graça sacramental, os Diáconos servem ao povo de Deus  na diaconia  da liturgia, da palavra e da caridade em comunhão com o Bispo e seu Presbitério” (LG, 29).

Diaconia significa serviço. Por isso o carisma e a espiritualidade do Diácono é ser sinal sacramental de “Cristo Servo”. Assim contribui para a realização duma Igreja servidora e pobre (Puebla, nº 697).

A presença dos Diáconos permanentes na Igreja, ao lado de tantos outros ministérios do povo de Deus, contribui para um melhor atendimento pastoral dos fiéis, para uma evangelização mais eficaz, porque feita por pessoas inseridas nas comunidades e pelo exercício mais partilhado do poder sagrado na Igreja. Em síntese, para uma Igreja em comunhão e participação.

Dom Aloísio Sinésio Bohn

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