Os ecos da 57ª Assembléia Geral da CNBB

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

 

Aconteceu, no Centro de Convenções Pe. Vítor Coelho, em Aparecida, a 57ª Assembléia Geral da CNBB. Como em todo ano, fim de gestão de uma presidência, foram aprovadas novas diretrizes gerais para a ação evangelizadora, que pautarão o período 2019-2023. Num clima de consenso e debate enriquecedor, se assumiu o compromisso de Evangelizar e transformar a realidade urbana e, especialmente, as culturas e mentalidades com a força e a Luz da mensagem da Boa Nova.

Quer-se apresentar, de modo vivo e atraente, o Deus presente que habita a cidade e nos convida a incluir a todos (as) no direito e projeto de ser cidade acolhedora, protetora da vida, solidária e fraterna, como Casa do Povo, especialmente dos pobres e excluídos da cidadania plena.

Destacou-se a temática desafiadora da mineração à luz das tragédias tristemente previstas pelo descaso, de Mariana e Brumadinho. Incentivou-se e animou-se, com alegria e entusiasmo, o Sínodo das Igrejas da Amazônia e o Mês Missionário Mundial, a realizar-se em outubro. As eleições da nova presidência da CNBB, e das Comissões Pastorais, se realizaram num ambiente tranqüilo e totalmente em comunhão, muito diferente das supostas tensões que certa mídia noticiava, sem saber realmente reconhecer o espírito de unidade e profecia na missão que impulsionava e inspirava a todo o episcopado.

Saímos da Assembléia fortalecidos, e certamente decididos, a não nos deixar intimidar ou perturbar, mas servir com amor e ternura ao povo sofredor, defendendo com firmeza seus direitos, e sempre caminhar juntos rumo ao Reino definitivo, fazendo acontecer os sinais de vida nova, de libertação e justiça que empoderam os pequenos a construir um projeto de Nação onde caibam todos (as), visibilizando a civilização do amor e da partilha. Deus seja louvado!

 

 

 

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