Participantes do Congresso de Entidades Negras Católicas divulgam mensagem

Os participantes do 7º Congresso Nacional das Entidades Negras Católicas, o Conenc, divulgaram uma mensagem no último dia 12 de fevereiro, na qual destacam a reflexão e os desafios da Pastoral Afro-Brasileira no século XXI e as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II.

Leia a íntegra da carta abaixo:

Mensagem do 7º Congresso Nacional das Entidades Negras Católicas da CNBB

A Pastoral Afro-Brasileira e os Desafios do Século XXI

“… Contudo qualquer forma de discriminação dos direitos fundamentais da pessoa seja ela social ou cultural, ou funde-se no sexo, raça, cor, condição social, língua ou religião deve ser superada e eliminada, porque contrária ao plano de Deus…” (GS-289).

Nós, agentes da Pastoral Afro-brasileira (PAB), reunimo-nos de 9 a 12 de fevereiro de 2012 em Londrina – PR no VII CONENC. O encontro contou com a presença de 80 participantes dos vários regionais, de Dom João Alves dos Santos – OFM, bispo de Paranaguá, PR e referencial da PAB na CNBB e Dom Antonio Wagner da Silva – SCJ, bispo de Guarapuava, PR e referencial da PAB no Paraná.

Com a celebração eucarística na Comunidade Paroquial Santo Antônio, do bairro Cafezal e o apelo de dom Albano Cavallin, “injetem sua alegria na Igreja”, fomos acolhidos para o VII CONENC.

A proposta deste encontro foi refletir os desafios da PAB no século XXI e sintonizados com as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II tivemos a oportunidade de refletir sobre a ação social e eclesial dos afro-brasileiros no período pós Concílio.

Observamos que, desde o Vaticano II a Igreja na América Latina, por meio dos seus documentos, tem direta ou indiretamente, enfocado as questões afro.  Atualmente, de acordo com as Diretrizes Gerais de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Doc. 94 CNBB), percebemos a necessidade de fortalecer a Pastoral Afro-brasileira (PAB) em sua missão evangelizadora.

Ao longo do Congresso refletimos sobre a espiritualidade litúrgico-cristã compreendendo nossa identidade cultural como enriquecedora da vida eclesial, reconhecida no documento de Aparecida –“Os afro-americanos se caracterizam, entre outros elementos, pela expressividade corporal, o enraizamento familiar e o sentido de Deus” (DAp. 56). Nessa perspectiva, reconhecemos que nossa espiritualidade tem sido uma forma de resistência e está intrinsecamente ligada à nossa identidade.

Os participantes, conscientes da missão evangelizadora e, diante dos desafios apontados neste Congresso, firmam o compromisso de:

-Rearticular os Regionais.
-Formar, de maneira integral, os agentes de pastoral afro-brasileira.
-Preparar subsídios: bíblicos, metodológicos; com conteúdo catequético, para os quilombolas e os centros urbanos.
-Articular com outros organismos, pastorais sociais, entidades de Estado e movimentos sociais.
-Investir na comunicação: redes, banco de e-mails, etc.
-Rearticular Grupos de Trabalho: mulheres, educação, liturgia, formação permanente, saúde da população negra, juventude negra, quilombolas, catequese.
Encerramos sob as bênçãos da Mãe Aparecida.

Os participantes do 7º CONENC

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