Raschieti: “Missão é contemplação da ação de Deus no mundo”

O teólogo, padre Estêvão Raschieti, encerrou o ciclo das conferências da 8ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus na manhã de hoje indicando cinco pontos de compreensão da missão evangelizadora da Igreja. O encontro teve início na sexta-feira, 13, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo, e o encerramento será na manhã de hoje com a missa a ser presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.

Um dos pontos indicados por Raschieti é a missão como testemunho. “A testemunha não faz nada, só conta o que viu acontecer. Na concepção de São Lucas não é a Igreja, mas o Espírito que faz a missão. No máximo a Igreja é instrumento”, disse. “A missão é, antes de mais nada, uma contemplação da ação de Deus no mundo. Ele está agindo no mundo com ou sem nós”, acentuou.

O teólogo lembra que a missão é também o “cumprimento das Escrituras”. “Quando colocamos em prática a palavra de Deus, cumprimos a Escritura. A missão vem para cumprir as promessas da Escritura. Jesus ressalta a universalidade da salvação para todos”, esclareceu.

Outra característica da missão, ainda de acordo com Raschieti, é a conversão e o perdão. “A conversão e o perdão são os fundamentos das novas relações, sempre em relação ao próximo”.

“A missão começa por Jerusalém. A conversão missionária é a coragem de sair”, explica o teólogo a abordar a quarta característica da missão, segundo o evagelho de São Lucas.

A última característica descrita por Raschieti é a missão como ação do Espírito Santo. “Jesus doa o Espírito com um dinamismo interior que faz surgir a missão. A missão não é uma ordem, mas um impulso. Somos missionários por instinto. Ver, ouvir, tocar, mas, fundamentalmente, aderir a Jesus. O Espírito que faz a missão nos torna um dom para os outros. O cristão se distingue pela generosidade e pelo dom com os outros”, concluiu.

A Assembleia reuniu cinco organismos eclesiais, além da CNBB: Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB); Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Comissão Nacional dos Diáconos (CND) e Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP). Os resultados das reflexões e debates serão, posteriormente, divulgados para as comunidades eclesiais de todo o Brasil através dos organismos que participaram do encontro.

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