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Projeto Segurança Alimentar, Nutricional e Produtiva foi lançado em Pernambuco

nutricaoUma série de ações voltadas a promover a autonomia e segurança alimentar e produtiva de famílias acampadas e pré-assentadas começam a ser implantadas no estado de Pernambuco. Trata-se do Projeto Segurança Alimentar, Nutricional e Produtiva – PSAN/PE, que foi lançado oficialmente nesta terça-feira, 28, no auditório do Monumental Hotel Monteirão, em Arcoverde (PE).

Executado pela Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o governo estadual, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH). O Projeto irá desenvolver suas ações de forma articulada com quatro movimentos sociais de luta e defesa pela Reforma Agrária: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape).

A expectativa é beneficiar três mil famílias agricultoras de 31 municípios pernambucanos. O PSAN/PE visa estimular o desenvolvimento de sistemas coletivos de produção, através da organização, formação e capacitação das famílias acampadas e pré-assentadas. De acordo com o coordenador do PSAN/PE, Victor Hugo Balladares, a execução das ações do Projeto concretiza uma proposta de promoção da segurança alimentar e nutricional desenvolvida em áreas de extrema pobreza e carência de políticas públicas.

“O lançamento será uma oportunidade de apresentar para as famílias e para sociedade o que pretendemos desenvolver nos próximos dois anos. Sabemos que a demora no processo de Reforma Agrária acaba desgastando a organização dessas famílias e gerando situações de insegurança alimentar nos acampamentos. Nosso trabalho tem por objetivo contribuir para reverter essa situação”, disse Victor Hugo.

A cerimônia de lançamento reuniu agricultores da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão de Pernambuco, representantes dos governos estadual e federal, integrantes da igreja católica e instituições da sociedade civil, além dos principais movimentos de luta pela Reforma Agrária no Estado.

O lançamento seguiu um ciclo de palestras que discutiu e aprofundou as ações de promoção da segurança alimentar e nutricional em Pernambuco. Participam do debate o representante da Cáritas Nacional, Luiz Claúdio Mandela; o secretário da Cáritas NE2, padre Jandeílson Alencar; o diretor do Departamento de Sistemas Descentralizados de SAN, ligado ao MDS, Antônio Leopoldo Nogueira; a secretária de Desenvolvimento social e Direitos Humanos, Laura Gomes; a superintendente das ações de segurança alimentar e nutricional do estado, Mariana Suassuana; prefeito de Arcoverde, Jose Cavalcante Alves; o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Brandão Ramos; o secretário executivo de Agricultura Familiar, Aldo Santos; o presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/PE), Natan Maranhão; o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Marcos Figueiredo, e lideranças estaduais dos movimentos sociais (MST, CPT, MLST e Fetape).

O Projeto

O PSAN visa estimular o desenvolvimento de sistemas coletivos de produção nos acampamentos e pré-assentamentos de municípios pernambucanos através da formação e capacitação dos trabalhadores sem terra para o manejo e acondicionamento adequado dos alimentos e o maior aproveitamento nutricional, evitando o desperdício de materiais considerados como sobras, a exemplo de cascas e sementes.

As ações desenvolvidas no projeto são direcionadas para a organização dos núcleos familiares na estruturação de atividades agroalimentares, cultivo de plantas medicinais, formação de canteiros e mudas de espécies nativas para recomposição da vegetação do entorno das áreas ocupadas e o criatório de pequenos animais, tudo apropriado às condições de convivência com cada região e visando a garantia do direito à alimentação adequada e a autonomia produtiva dessas famílias.

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