Regional Norte 2 debate o tráfico de pessoas na região norte do Brasil

Nesta sexta-feira, 24, aconteceu a abertura oficial do Seminário de Tráfico de Pessoas, promovido pelo Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará) sob a coordenação da Comissão de Justiça e Paz (CJP),  no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA).

A mesa de abertura do seminário foi composta pelo bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e a Paz, dom Guilherme Antônio Werlang, pelo secretário do Regional, dom Flávio Giovenale; pelo bispo da Prelazia de Marajó (PA), dom José Luís Azcona Hermoso; pelo fundador do Movimento Humanos Direitos (MHuD), padre Ricardo Rezende que é também coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, da Universidade do Rio de Janeiro, entre outros.

A primeira mesa teve como tema “Tráfico de Pessoas na Amazônia. Realidade e Desafios”. Participaram da mesa o padre Ricardo Rezende, Eliceli Costa Abdoral, advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH). A temática foi focada na realidade amazônica, nos desafios  e dificuldades desta região.

traficosereshumanos1Segundo a analista do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), Cristina Mariani o Seminário de Tráfico de pessoas é singular porque visa intensificar as ações de prevenção e enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, nacional e transnacional, além de fomentar ações de prevenção e repressão ao tráfico de pessoas e discutir a implementação do plano estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas no estado do Pará.

“As discussões propostas pelo seminário são importantes porque também compreendem a cooperação jurídica internacional. O DRCI, vinculado à Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça é a Autoridade Central Brasileira para tramitar solicitações de cooperações jurídicas internacionais baseadas na Convenção das Nações Unidas conta o Crime Organizado Transnacional. E o grande desafio para o enfrentamento ao tráfico internacional de pessoas é conscientização de que a denúncia é a única alternativa remanescente para as vítimas”, acrescentou Cristina.

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