Segurança Pública

No final deste mês que estamos iniciando, mais precisamente no dia 25, estaremos iniciando a Quaresma. Serão quarenta dias especiais nos quais os cristãos católicos, serão convidados a restaurar suas vidas, e, em especial, o seu batismo, para que, em aproveitando de um tempo de conversão e penitência, procurem viver o Mistério Pascal com uma vida renovada. Todos necessitamos de tempos especiais como que de um grande retiro espiritual para que retomemos o caminho com maior ardor. À semelhança de Cristo, que passou 40 dias no deserto, assim também os cristãos católicos são chamados a viver um tempo de encontro com Deus, consigo mesmo e com os irmãos e irmãs.

Como a conversão é ampla e supõe todos os estados e situações de vida, a Igreja costuma a cada ano chamar a atenção dos seus fiéis para um aspecto importante a ser meditado e corrigido na vida, procurando chegar a atitudes concretas. Existe sempre a mensagem do Papa para a Quaresma que indica alguns caminhos nesse sentido. No Brasil, a CNBB desde 1964 tem a tradição de nos ajudar com um tema social a ser refletido durante esse tempo. A partir do ano 2000 essa campanha passou a ser confiada a cada cinco anos pelas Igrejas Cristãs Ecumênicas – o CONIC. É a Campanha da Fraternidade que, embora construída para ser vivida dentro da Quaresma, ilumina o ano todo com o seu tema. Como o assunto é de interesse geral e não apenas dos cristãos católicos ela é também dirigida a todo o povo brasileiro, e algumas vezes, também à população mundial que tenha interesse pelo tema. Aliás, este é o caso do tema da Água que inclusive, além de ter sido discutido no Fórum Ecumênico da Água aqui em Belém nos dias que antecederam o Fórum Social Mundial, está sendo um dos temas mais presentes nesse atual acontecimento mundial que está se encerrando em Belém neste domingo.

Os temas da Campanha da Fraternidade são escolhidos pelo menos dois anos antes de sua realização para dar tempo de preparar o texto base, cartazes, os vários subsídios, filmes e as motivações midiáticas. É escolhido dentre as centenas de ideias que chegam das comunidades que refletiram sobre o tema do ano e dão suas sugestões e motivações de temas para serem considerados nos próximos anos.

Neste ano o tema será sobre a “Fraternidade e Segurança Pública”, e terá como lema “A Paz é fruto da justiça”. A Campanha será lançada oficialmente à imprensa na Quarta-feira de Cinzas, tanto na CNBB como em cada Diocese do Brasil, e depois a abertura popular acontece normalmente no domingo seguinte com manifestação popular de motivação para o início da Campanha da Fraternidade. Essa tem sido nossa praxe aqui em Belém.

Porém, para que tudo isso ocorra é necessária uma grande preparação tanto da população como dos agentes. Tivemos a grata alegria de já no final do ano passado explicitar o texto base dessa campanha para vários segmentos ligados à segurança pública em nosso estado. Foram mais de seis reuniões, em que tivemos a oportunidade de falar e de escutar sugestões para o trabalho da Campanha da Fraternidade. Eis que surge agora o momento da preparação das comunidades. Nesta semana, de 2 a 6 de fevereiro, no Centro Social Nazaré, a partir das 19:30 horas, teremos os nossos encontros para o estudo sobre o Tema deste ano, para que depois todos os que participarem multipliquem o tema e seu conteúdo para suas comunidades e paróquias.

São sempre oportunidades de ouvir, discutir, sugerir e encaminhar assuntos que são de interesse de todos. É importante a participação!

Nesses dias, em uma das tendas do Fórum Social Mundial escutamos um padre de outra região do país reclamar da não participação da Igreja em alguns assuntos ligados à ecologia. Um irmão bispo que estava ao meu lado fez logo uma intervenção, demonstrando com documentos a preocupação da instituição com aquele assunto que a pessoa reclamava. Às vezes as pessoas ignoram as questões e têm coragem de acusar sem saber. Isso acontece muito nesse tipo de encontros. Lembro disso para que as pessoas procurem aproveitar esses momentos de aprofundamento para dar suas sugestões e conhecer melhor as propostas desta Campanha da Fraternidade e empenhar-se a fundo nesse tempo que é de interesse de toda a população.

Dom Orani João Tempesta

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