Servir ao Senhor servindo aos irmãos!

Dom José Gislon
Bispo de Erexim

Estimados Diocesanos! A linguagem do amor, da caridade e da fé consegue romper as barreiras das distâncias lingüistas, culturais, geográficas e aproximar as pessoas para partilharem momentos de convivência que se tornam inesquecíveis.

A Igreja, comunidade de fé, encerra neste domingo a 34ª Jornada Mundial da Juventude no Panamá. Louvado seja Deus, por esta iniciativa do então Papa João Paulo II, hoje São João Paulo II, que, vindo do Leste Europeu, promoveu a Jornada Mundial da Juventude, para aproximar os jovens que partilhavam a mesma fé em Cristo Jesus.

Numa sociedade globalizada e conectada pelos novos meios de comunicação social, podemos interagir com as várias realidades dos cinco Continentes, sem sairmos da nossa casa, da nossa cidade ou do nosso “pequeno mundo”, onde tudo está tão perto dos olhos e ao mesmo tempo pode estar muito distante do coração, dos meus sentimentos e da realidade que envolve a minha vida. Posso ser um cidadão do mundo, conectado com centenas de pessoas, e viver numa profunda solidão, porque não tenho um amigo ou alguém com quem conversar.

Se olharmos somente a realidade sócio-econômica das nações e povos, poderemos ver grandes abismos que os separam. Mas quando olhamos o mundo, tendo presente a dimensão humana, podemos ver que fazemos parte de uma grande família, com tantas diferenças linguísticas, culturais, religiosas, econômicas e “ideológicas”. Mesmo assim, somos capazes de encontrar forças para superarmos as muitas divergências, e percorrermos juntos o caminho da solidariedade que promove o cuidado da vida e da dignidade das pessoas.

Por isso, a Jornada Mundial da Juventude, é muito mais do que um encontro de jovens, de várias culturas dos cinco Continentes que professam a mesma fé. É um momento para podermos ver a “dimensão da fé”, que está no coração dos jovens; de vermos que os jovens têm disponibilidade no coração para se colocarem a “serviço do Senhor” e dos irmãos. Podem ser os grandes protagonistas de uma Igreja missionária, samaritana, em saída, que não tem medo de ir ao encontro das novas realidades “que conhecemos”, mas podemos continuar fingindo que não vemos. Que o Espírito Santo, reacenda em nós o ardor missionário.

 

 

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