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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Idolatria ou ateismo?

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Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

“Uma sociedade em que Deus está ausente não encontra consenso necessário sobre os valores morais e a força para viver segundo esses valores, mesmo contra os próprios interesses” (Bento XVI). No último artigo para esta coluna estivemos em contato com Agostinho de Hipona, o jovem sedento de vida, que, entretanto, só se aquietou quando encontrou a Verdade suprema, Deus. Encontrou-a não na filosofia grega, embora alguma luz da  verdade lhe tenha chegado através do filósofo Platão, encontrou-a em Jesus Cristo, o Deus feito carne. O ocidente, plasmado na luz do cristianismo, distancia-se mais e mais de suas origens, pretendendo conservar os valores humanos que recebeu da fé cristã, sem referir-se às suas raízes transcendentes.

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Sem Deus não haverá Humanidade nova

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Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

Já o velho - sábio pagão – Aristóteles percebera que comandava a existência humana  o desejo da felicidade. Mas em que consiste a felicidade? Onde encontrá-la? Freud colocou nas raízes da ação humana o princípio do prazer. Nisto ele está perto de Aristóteles.  Mas, lendo Freud, fica-nos a sensação de que a vida civilizada, eticamente responsável, implica necessariamente sofrimento, renúncia à alegria de viver. Agostinho de Hipona, ainda pagão, deixou-se conduzir pelo desejo de ser feliz. Abriu duas frentes de busca: uma da inteligência, outra da concupiscência. Através da primeira peregrinou pelos caminhos da filosofia grega, detendo-se por um bom tempo no pensamento maniqueu, na tentativa de compreender o mistério do mal. Através da segunda envolveu-se em amores e afetos feitos de erotismo, que lhe deram um filho, Adeodato.

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Crack, aborto e ideologia

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Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

Está programada na França a “Marcha pela Vida 2012”. A cultura de morte é fruto natural do egoísmo e da soberba. O Egoísmo aparece na cultura pós-moderna justificado pelo pretenso direito do indivíduo a dispor de si, e até mesmo de seus dependentes, para satisfazer seus desejos. A soberba se encarrega de fazer do sujeito, indivíduo, a norma suprema de suas próprias decisões.

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As Diretrizes da Igreja no Brasil (V)

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Arcebispo de Sorocaba - SP

Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral

“A Igreja no Brasil quer investir cada vez mais na formação de todos os católicos para que, nas mais diversas formas de seguimento e missão, sejam agentes deste contato vivo, apaixonado e comprometido com a Palavra de Deus. Assim, como toda a Igreja, todos os serviços eclesiais precisam estar fundamentados na Palavra de Deus e serem por ela iluminados. Para que isto aconteça, algumas atitudes e vivências tornam-se indispensáveis”( DGAE, n. 92).

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As Diretrizes da Igreja no Brasil (IV)

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Arcebispo de Sorocaba – SP

Igreja a serviço da vida plena para todos

A quinta urgência se articula inseparavelmente com a primeira: “Igreja em estado permanente de missão”. A primeira urgência explicita a essência da tarefa conferida por Cristo à Igreja: o anúncio explícito da Boa Nova. Este anúncio deve ser acompanhado dos milagres da solidariedade que o mistério da encarnação nos revela. A missão essencial de Jesus foi anunciar o Reino de Deus. Este foi seu querigma, mas pregava e ensinava como quem tinha autoridade: “Maravilhavam-se de sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escriba”(Mc 1,21-22). A autoridade lhe vinha da perfeita coincidência entre seu ensinamento e sua vida. Sua palavra mesma ecoava, com a força do Espírito, no coração dos ouvintes. Os muitos sinais - milagres -, expressão de seu extremado amor pelas pessoas em sofrimento, davam credibilidade à sua pregação. Os milagres de Jesus não podem ser interpretados em sentido meramente apologético como se fossem, da parte de Jesus, uma demonstração de força para dobrar a possível resistência da razão orgulhosa ao seu ensinamento.

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As Diretrizes da Igreja no Brasil (III)

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Arcebispo de Sorocaba – SP

A Igreja: comunidade de comunidades

Damos continuidade hoje à reflexão sobre as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. A palavra de Deus, assimilada e vivida na Iniciação à vida cristã (segunda urgência), gera a comunidade. Donde a urgência: A Igreja: comunidade de comunidades.

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As Diretrizes da Igreja no Brasil (II)

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Arcebispo de Sorocaba - SP

Igreja, casa da iniciação cristã (Já)

Na última reflexão que apresentamos nessa coluna a propósito da primeira urgência indicada nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, terminamos com a pergunta: mas quem está disposto a ir, a sair de si para entrar com amor no universo do outro? O discípulo de Jesus, na medida em que se identifica com Ele, entra na dinâmica do “ser-para-o-outro”, espelhando na própria existência o processo da Vida Trinitária. Ser missionário é partir rumo àquele que está longe, é ampliar o leque do “ser-para”, para além do círculo de sua pequena comunidade. O que só pode ser realizado por quem aprendeu a sair de si e a viver focado no outro com quem partilha o cotidiano da vida, Mas voltemos à pergunta: quem está disposto a entrar na aventura missionária? São Paulo, na Epístola aos Romanos, a propósito da pregação do evangelho a todos, levanta a questão; “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

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As Diretrizes da igreja no Brasil(I)

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Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Arcebispo de Sorocaba - SP

Igreja em estado permanente de missão

Neste ano de 2012 a Igreja de Sorocaba, - todos nós - estará assimilando as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. As Diretrizes querem traduzir para nós o Objetivo Geral da ação da Igreja: EVANGELIZAR. “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade” (EN 14). Mas...o que significa evangelizar? Adverte-nos Paulo VI: “Nenhuma definição parcial e fragmentária, porém, chegará a dar a razão da realidade rica, complexa e dinâmica que é a evangelização, a não ser com o risco de a empobrecer e até mesmo de a mutilar. E impossível captá-la se não se procurar abranger com uma visão de conjunto todos os seus elementos essenciais”(EN 17). As novas Diretrizes traduziram com rara felicidade o que significa evangelizar e procuraram situar o processo evangelizador no contexto sócio-cultural de nosso tempo, caracterizado como “mudança de época”. A mudança de época urge que a Igreja assuma com renovado ardor a missão que lhe dá sua identidade profunda: evangelizar.

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Big Brother

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Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

Aristóteles  (384 a, C. – 322 a. C), havia proposto que a felicidade é o bem sempre desejado pelo ser humano e que a prática das virtudes, capitaneadas pelas virtudes cardiais  - Prudência, Temperança, Fortaleza e Justiça - ,  é o único meio de construir uma sociedade onde a felicidade seja possível . E ensinou também que as virtudes deviam ser a primeira preocupação da sociedade na educação das crianças. A Tradição cristã-católica, especialmente através de Tomás de Aquino, assumiu preciosos elementos da ética Aristotélica, percebendo que a proposta de Aristóteles oferecia uma visão antropológica que ajudava a entender, por via racional, a revelação cristã como oferta de um caminho de verdade para o desejo mais profundo do ser humano: ser feliz. Tendo como horizonte de vida as virtudes cardiais, a tradição cristã procurou sistematizar também a compreensão do mal moral, propondo que os pecados todos têm como raiz, os chamados vícios(pecados) capitais: Soberba ( orgulho desejo de poder, vaidade, sucesso...), Inveja, Cólera (ira, raiva...), Preguiça, Avareza (cobiça...), Gula e Luxúria. Não vejo nunca o Big Brother, mas ouço sua propaganda e leio as notícias e as opiniões de muitas pessoas sobre. Depois da suspeita de estupro no BB Brasil, em cena de sexo regado a cerveja, entrei no Google e li que na Inglaterra, “depois de umas grades de cerveja e de umas caixas de vinhos, os 14 concorrentes ficaram tão desinibidos que resolveram promover uma festa pelados na piscina.”

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A melhor escolha

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Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

Em entrevista na TV, Hitchens, já falecido, proclamou com intenso ardor, filtrado pela frieza de uma razão "iluminada", sua fé nos valores do iluminismo filosófico, reforçado por posturas "científicas" que desprezam as questões meta-empíricas. Ele não era propriamente um cientista, mas valeu-se de posições ateísticas, como as de Dawkins, por ex, - este escreveu "Deus , um Delírio" -, para fundamentar seu ateismo militante. Dawkins defende que a fé religiosa não é apenas uma ilusão inofensiva, mas um delírio nocivo do qual a sociedade precisa ser curada. Hitchens afirma que a livre expressão e a investigação científica devem substituir a religião como um caminho seguro para uma ética racional e para promover a civilização humana. A humanidade ainda se vale muito pouco das luzes da razão. Hitchens procura desqualificar o trabalho da bem-aventurada Tereza de Calcutá como também de outros líderes religiosos, como Martin Luther King, por ex...

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