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Dom Sérgio da Rocha

Uma Santa Nordestina

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Dom Sérgio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

Quando se fala de santos, a tendência das pessoas é pensar naqueles que estão nos altares representados pelas imagens, ou que se encontram no céu, ou ainda num passado muito distante. De fato, inúmeros santos viveram há séculos ou há quase dois mil anos, porém muitos outros viveram em nosso tempo. Antes de serem imagens sacras ou de chegarem ao céu, foram pessoas que viveram na terra em meio aos desafios e alegrias da vida cotidiana, como nós. Assim aconteceu com a baiana Irmã Dulce, que será beatificada em Salvador, sua terra natal, no próximo dia 22 de maio. Sua beatificação é relevante para todo o Brasil, porém, enaltece especialmente a Bahia e todo o nosso querido Nordeste. Sua figura e atuação vão muito além da Igreja Católica sendo muito querida e admirada também por gente de outras denominações religiosas. Para a sua beatificação foi importante o reconhecimento de um milagre por sua intercessão, a recuperação de uma mulher sergipana que havia sido desenganada por médicos após sofrer hemorragia durante o parto. Contudo, a sua beatificação é acima de tudo o reconhecimento de uma vida santa que serve de exemplo para todos nós.

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Peregrino da esperança e da paz

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Dom Sérgio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

Embora a beatificação de João Paulo II tenha repercutido especialmente entre os católicos, a sua figura e atuação ultrapassam o âmbito da Igreja Católica, sendo reconhecido entre os grandes construtores do século XX.  Muitos gestos de João Paulo II têm permanecido na memória e nos corações, assim como, nas páginas da história recente da Igreja e da humanidade. O testemunho do Papa peregrino da esperança e da paz continua a servir de exemplo e de estímulo para cristãos e pessoas de boa vontade.

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O alerta de Fukushima

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Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

A energia nuclear voltou a ser colocada em pauta, desde o acidente na central nuclear de Fukushima, no Japão, cujos desdobramentos ainda estão em curso, com a contaminação radioativa se espalhando no meio ambiente. Desencadeado pelo terremoto, seguido do violento tsunami, o acidente de Fukushima serve de alerta para a comunidade internacional; obriga a rever seriamente os padrões de segurança nas centrais nucleares e a aprofundar o debate sobre a real necessidade e conveniência da energia nuclear ou, ao menos, do seu largo emprego em muitos países.

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Lei Maria da penha em questão

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Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

A violência contra a mulher perdura no cotidiano das famílias e da sociedade brasileira, apesar dos esforços para combatê-la. Infelizmente, a situação continua grave conforme as estatísticas que revelam que o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking mundial de homicídios femininos, com uma média de dez mulheres assassinadas por dia, segundo dados referentes ao período de 1997 a 2007. A Lei Maria da Penha, sancionada pelo Presidente da República no dia 07 de agosto de 2006, tem se revelado valioso instrumento para a superação do quadro de violência e morte que tem vitimado as mulheres. Entretanto, há quem pretenda fazer alterações que diminuiriam a sua eficácia e representariam um retrocesso na sua aplicação.  A preocupação a respeito chegou à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, na recente visita da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres, da Presidência da República. O assunto é grave e pode servir de oportunidade para a divulgação e o conhecimento da lei, para a sua devida implementação, assim como, para uma conscientização maior a respeito da dignidade das mulheres. A CNBB publicou nota datada do último dia 22 de março manifestando preocupação com “as interpretações restritivas e as tentativas de revisão dos artigos 16 e 41 da lei” e manifestando “apoio à mobilização nacional em defesa da Lei Maria da Penha”. Afirma a nota que as restrições pretendidas acarretariam “menor punição aos agressores, aumento do arquivamento dos processos, desestímulo das mulheres em denunciar e exigir prosseguimento das investigações”. Não se pode perder o que foi conquistado; ao contrário, é preciso avançar, assegurando os mecanismos nela previstos de modo a evitar a violência contra a mulher ou garantir que as mulheres vítimas da violência tenham sua vida e direitos garantidos. Tal tarefa necessita da ação decidida dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, aos quais cabe “cuidar pela manutenção da lei tal como aprovada, não permitindo nenhum tipo de retrocesso ou omissão”.

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A quaresma na atualidade

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Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

O modo como a maioria das pessoas vive a Quaresma, hoje, é bastante diverso daquele que se observava há um século. O contexto sócio-cultural de hoje é muito diferente daquele vivido há um século ou há algumas décadas. A vivência da Quaresma tem sofrido transformações decorrentes das próprias mudanças sócio-culturais ocorridas em nosso meio, que incluem alterações na percepção e vivência da religião, repercutindo na compreensão e nas práticas quaresmais. A própria Igreja promoveu alterações significativas na maneira como se celebra e se vive a Quaresma, especialmente, em relação às práticas penitenciais. A reforma litúrgica revalorizou o Tríduo Pascal, retomando o sentido de recolhimento do sábado, véspera da Páscoa, denominando-o “sábado santo” e não mais “sábado de aleluia”, como muita gente se habituou a chamá-lo, e propondo enfaticamente a celebração solene da Vigília Pascal, na noite do sábado para o domingo da Páscoa. Os dias e as formas de penitência quaresmais também sofreram mudanças. Atualmente, são apenas dois os dias obrigatórios de jejum quaresmal, a quarta feira de Cinzas e a sexta feira santa, permanecendo o caráter penitencial das sextas feiras da Quaresma, com a abstinência de carne. Isso não significa perda ou enfraquecimento do sentido quaresmal. Ao contrário, busca-se, sempre mais, a fidelidade às raízes bíblicas da espiritualidade quaresmal, destacando-se a prática da caridade e da misericórdia, o perdão e a reconciliação, o amor fraterno e solidário, que tornam ainda mais necessárias a oração e a penitência quaresmal, dando-lhes profundo sentido. A prática do amor fraterno, que inclui a convivência entre as diferentes pessoas e o perdão, exige muitas vezes renúncias, pressupõe sacrifícios, que constituem a penitência que mais agrada a Deus e cujos frutos perduram na vida após a Quaresma. No Brasil, desde 1964, a Igreja desenvolve, a cada no, a Campanha da Fraternidade centrada num tema específico, não para substituir a Quaresma, mas como uma forma de vivê-la mais intensamente, através de gestos concretos de amor fraterno, de solidariedade e partilha. Em meio às mudanças culturais e religiosas, permanece o sentido maior da Quaresma, enquanto tempo de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus por meio da oração, da penitência e da caridade.

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Unidos ao Haiti

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A tragédia brutal que se abateu sobre o Haiti continua a comover e a fazer pensar. As pessoas, ainda perplexas, continuam a se interrogar a respeito do sentido dos acontecimentos, das suas causas, do seu por que. As imagens veiculadas pela mídia comovem e nos fazem sentir próximos das vítimas, mesmo sem conhecê-las pelo nome.

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A Vocação Sacerdotal em Aparecida

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O tema vocacional, no Documento de Aparecida, merece especial atenção pela importância que aí ocupa e pela urgência do trabalho vocacional neste tempo de renovado impulso missionário da Igreja na América Latina e Caribe.  Aparecida nos ajuda muito a entender a identidade e a missão dos presbíteros na Igreja, com conseqüências importantes para a pastoral vocacional, a formação nos seminários e a própria formação permanente dos presbíteros.

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