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Livro "Questões de bioética" é lançado no simpósio do CEN

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Dom Dimas no lançamento do livro Questões de Bioética

Terminou ontem, 15, o simpósio de bioética, que fez parte da programação do 16º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), em Brasília (DE). Bastante concorrido e  bem avaliado, o simpósio contou com a presença de especialistas para debater o tema da bioético. No encerramento, o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa fez o lançamento do livro “Questões de Bioética”.  O livro integra a série “Estudos da CNBB”, conhecida como “Coleção Verde” sob o número 98.

“A bioética surgiu como uma esperança, dentro da sociedade moderna, capaz de harmonizar as conquistas científicas e tecnológicas mais recentes com o respeito pelos valores fundamentais do ser humano”, diz o secretário geral na apresentação do livro.

O simpósio

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e membro da Comissão de Bioética da CNBB, dom Antônio Augusto Dias Duarte, define o simpósio como uma ajuda aos cristãos para valorizarem a vida humana. “O simpósio ajuda as pessoas inscritas dando-lhes fundamento científico para valorizar a vida em todos os momentos. Não são argumentos só filosóficos e religiosos, mas o que a ciência mostra em sua evolução”, disse.

Ele ressaltou também a relação do tema da bioética com a eucaristia. “A eucaristia é a própria vida plena, ressuscitada, para qual nos dirigimos. Nada mais razoável que no Congresso Eucarístico haja um simpósio sobre a ética da vida. Eucaristia é a prova de que a morte não tem a última palavra”, acentuou.

Eutanásia

Daniel SerrãoO médico português, Daniel Serrão, destacou a “qualidade de cuidados no final da vida”. Ele rejeitou enfaticamente a eutanásia. “Ser morto por outra pessoa é a morte mais indigna. Eutanásia é a morte mais indigna porque é a morte por outra pessoa”, explicou.

Segundo Serrão, quem pede a eutanásia é porque está desesperada e por não ter perspectiva de vida. “É preciso ajudar a pessoa a encontrar seu projeto de vida”, defende. Para médico, que é membro da Pontifícia Academia para a Vida, o médico tem direito de não fazer eutanásia por uma questão ética. “Qualquer ética tem como condição a vida humana. Tudo que ameaça a vida não pode ser desejado por ninguém. Do mesmo jeito que alguém exige o direito de morrer, eu exijo minha autonomia para não fazer a eutanásia”.

Fonteles_1O ex-procurador geral da República, Cláudio Fonteles, também participou do simpósio e foi muito aplaudido ao tratar do tema “desafios no âmbito político em relação à vida e à família”. Fonteles condenou o aborto e cobrou do Governo e do ministro da saúde uma explicação para o significado do aborto com uma questão de saúde pública. “Por que é saúde pública? Temos que exigir do Governo uma resposta inequívoca”, disse. O ex-procurador cobrou do Governo e do ministro índices que provem que o aborto é questão de saúde pública.

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