O ex-secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, tomou posse ontem, 10, da arquidiocese de Campo Grande (MS) em missa que reuniu cinco mil pessoas, segundo os organizadores, no Ginásio Poliesportivo do Colégio Dom Bosco, em Campo Grande. Ele é o terceiro arcebispo da capital do Mato Grosso do Sul e sucede ao salesiano dom Vitório Pavanello, que esteve 25 anos à frente da arquidiocese.
A missa começou pouco depois das 9h, presidida pelo arcebispo emérito de Campo Grande, dom Vitório Pavanello que, de imediato, procedeu ao ato de posse do novo arcebispo, ordenando a leitura das “Letras Apostólicas”, documento que comunica a nomeação de dom Dimas como arcebispo de Campo Grande. Dom Vitório passou às mãos de dom Dimas o báculo e o conduziu para sentar-se à Cátedra.
Emocionado, dom Vitório saudou o novo arcebispo e falou de sua expectativa em relação ao pastoreio de dom Dimas. “O grande desafio ainda é missionar, porque o povo católico é batizado, mas não é evangelizado, então cabe a nós o papel de missionário. Além disso, ele deverá continuar as linhas de ação social no que diz respeito as questões carcerárias e de terras”, disse o arcebispo emérito, que completou 75 anos em janeiro deste ano.
Em sua homilia, dom Dimas dirigiu sua palavra aos vários grupos da arquidiocese, conclamando-os à comunhão e participação. Citou os padres, os seminaristas, religiosos e religiosas, leigos, novas comunidades. Aos religiosos, por exemplo, ele lembrou o compromisso de servir. “De forma organizada e em grupo lutando pelos mesmos ideais e com criatividades viemos para servir e não para sermos servidos. Somos todos discipulos”, argumentou.
Dom Dimas falou, também, do compromisso político da Igreja. “O estado é laico, mas não é ateu. O seu povo é religioso”, afirmou sob aplausos da multidão. “Queremos estar ao lado e trabalhando juntos, fazendo o exercício da correção fraterna”, disse o arcebispo, novamente aplaudido. O governador de Mato Grosso do Sul e o prefeito de Campo Grande, participaram da cerimônia, além de prefeitos de outros municípios e autoridades do estado.
O novo arcebispo enfatizou o compromisso da Igreja com os pobres. “O aspecto facial das pessoas representam as novas formas de pobreza. São os rostos dos doentes, desempregados, quilombolas, moradores de rua, o mundo das prisões, das drogas”, sublinhou.
A cerimônia demorou cerca de três horas. Mais de uma centena de padres concelebrou a missa, além de 17 bispos, entre os quais o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Euzébio Oscar Sheid, que ordenou dom Dimas padre e bispo. À noite, dom Dimas presidiu missa na catedral.











