Um olhar no horizonte

Dom José Gislon
Bispo Diocesano de Erexim (RS)

Estimados Diocesanos! Aos poucos, vemos aumentar o clarão das luzes nas principais ruas e praças de nossas cidades. Percebemos também decoração especial nas vitrines das lojas, que procuram, de certa forma, usar alguns símbolos do Natal para atrair ou induzir o consumidor, através da propaganda, a comprar um ou vários presentes. Presentear as crianças, os familiares e até mesmo as pessoas no ambiente de trabalho é uma forma bonita para marcar esta data tão especial e esperada que é o Natal.

É um momento um pouco mágico, porque acaba contagiando as crianças e também aqueles que já foram crianças há pouco ou mais tempo. Mas quem não se comove diante da fragilidade e do olhar de uma criança? Talvez, por isso, Deus, na sua infinita sabedoria, escolheu manifestar-se ao mundo num jeito tão frágil, para poder tocar os corações endurecidos pela indiferença, pela violência e a carência do amor solidário, que é capaz de olhar para um horizonte muito mais amplo daquele que não vai além dos próprios pés.

O que pode nos manter vigilantes a não ser a espera e o desejo de ver algo que julgamos importante para a nossa vida? Talvez, na imaginação de uma criança, não exista nada de mais bonito ou mais difícil, e ao mesmo tempo mais excitante e angustiante que esperar. Quantos pequeninos, neste tempo, perguntam aos seus pais e avós e quem sabe também às professoras e professores nas escolas: Quando é o Natal?

Nós, adultos, temos ainda a capacidade de alimentar o sonho de espera e de esperança das nossas crianças? Ou nos esvaziamos completamente do mistério e daquela “magia” contagiante do Natal? E quem sabe tendo deixado morrer dentro de nós a capacidade de nos encantar, de sonhar e nos alegrar com a mensagem de Natal, julgamos por bem negar às crianças o direito de conhecerem a beleza e a força do amor presentes na Festa do Natal!? Damo-nos por satisfeitos dando alguns brinquedos aos pequeninos, como costumamos fazer quase que rotineiramente, mas esquecemos que o Natal é uma mensagem de amor, de esperança e de compromisso com a vida, através de um gesto de amor do Pai.

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