“Queremos estar com eles para nos tornar juntos artesãs da paz”, diz papa Francisco a respeito dos refugiados

Data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU)

“Os refugiados são pessoas como nós, porém a guerra tirou deles casa, trabalho, parentes e amigos. As suas histórias e seus rostos nos convidam a renovar o compromisso para construir a paz na justiça. Por isso, queremos estar com eles: encontrá-los, acolhê-los, ouvi-los para nos tornar juntos artesãos da paz, segundo a vontade de Deus”, disse o papa Francisco, no domingo, 19 de junho, durante o Ângelus.

O Dia Mundial do Refugiados celebrado hoje, 20, tem como tema  “Com os refugiados. Estamos do lado de quem é obrigado a fugir”. A data foi instituída pela ONU, no ano 2000, com a finalidade de conscientizar governo e sociedade sobre a situação dos refugiados no mundo.

De acordo com informações do relatório da ONU de 2015, são mais de 65,3 milhões de refugiados em todo o mundo. Este número representa refugiados, deslocados internos e aqueles que estão em busca de moradia.

No Brasil, segundo dados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça brasileiro, o País abriga 8.731 refugiados de 79 nacionalidades diferentes, sendo 2.252 sírios.

Na mensagem ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2016, o papa Francisco recordou a necessidade da defesa dos diretos dos povos de viverem com dignidade.

“A Igreja coloca-se ao lado de todos aqueles que se esforçam por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada o direito a não emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do país de origem. Esse processo deveria incluir, no seu primeiro nível, a necessidade de ajudar os países donde partem os emigrantes e prófugos”, disse o papa.

Ainda, no texto, lembrou que “a solidariedade, a cooperação, a interdependência internacional e a distribuição equitativa dos bens da terra são elementos fundamentais para atuar, em profundidade e com eficácia, sobretudo nas áreas de partida dos fluxos migratórios, para que cessem aquelas carências que induzem as pessoas, de forma individual ou coletiva, a abandonar o seu próprio ambiente natural e cultural”.

CNBB com informações da Rádio Vaticano.

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