Viagem pela Amazônia

No período de 26 de agosto a 03 de setembro de 2009, participei juntamente com arcebispos e bispos de viagem de conhecimento à Amazônia, especialmente em locais accessíveis somente por aviões da FAB.

O conhecimento da Amazônia era algo que detínhamos a partir de informações que nos foram passadas, especialmente nos últimos anos, pelos meios de comunicação social, catálogos etc., assim como em razão de diálogos que mantivemos com irmãos bispos e missionários que atuam em diversas localidades dessa região do nosso imenso Brasil. Agora, no entanto, tendo a oportunidade de participar da viagem que nos foi proporcionada pelo Ministério da Defesa, viagem essa que foi coordenada pelo Gabinete do Sr. Ministro e pelo Estado-Maior de Defesa, com a participação do Arcebispo Militar do Brasil, constatamos que, na verdade, pouco sabíamos e que muito há o que se descobrir nessa terra que, embora tão distante, se faz fortemente presente em nossos corações de experimentados sacerdotes.

Visitar, ainda que em poucas horas, as Organizações Militares e as respectivas localidades de Boa Vista, Surucucu, São Gabriel da Cachoeira. Maturacá, Tefé, Tabatinga, Ipiranga, Guajará-Mirim, Porto Velho e Manaus, permitiu-nos, dentre inúmeras descobertas, desfrutando da gentil hospitalidade com a qual fomos brindados, identificar uma bonita realidade que se apresenta como um meio indispensável para o desenvolvimento integral e humano da Amazônia: a presença competente e dedicada das Forças Armadas Brasileiras na Amazônia!

Foi com alegria que constatamos que, ao lado das ações que estão sendo cuidadosamente desenvolvidas no sentido de defender a nossa soberania, muito se faz para a elevação da dignidade da pessoa humana. Sem dúvida, muito há que fazer e estamos certos de que as Forças Armadas Brasileiras não medirão esforços para cumprirem  bem a missão que lhes compete.

Outro aspecto que reputamos da maior relevância e que nos foi possível igualmente constatar, diz respeito à integração das Forças Armadas com outras instituições, como a Igreja Católica. Foi com viva emoção que observamos, por exemplo, o apoio mútuo que prepondera entre os militares, seus familiares e dependentes, e a Igreja. Estão – Igreja e Forças Armadas – à serviço do povo e do desenvolvimento da Amazônia, conforme tão bem ilustra a Cruz e a Espada que se fazem presentes nos brasões de diversas Organizações Militares visitadas.

As informações e a vivência destes nove últimos dias nos ajudaram – e nos ajudarão – a ter mais consciência da ação evangelizadora e da importante história da Igreja nesta região de extensão continental. São muitas, na verdade, e isso verificamos com inenarrável alegria e sentimentos de profunda admiração, respeito e gratidão, as realizações que fortalecem projetos e ações da Igreja e das Forças Armadas Brasileiras, seguidores das pegadas, do exemplo e do heróico testemunho de trabalho e amor ao próximo, belíssimo legado deixado pelos missionários e militares que fixaram as raízes do desenvolvimento na Amazônia.

Sentimos grande alegria espiritual e de cidadãos que nos envolve pela oportunidade experimentada, nessa proveitosa viagem que, além de missionária, contribuiu para o nosso crescimento cultural, aumentando, por conseguinte, a nossa sensibilidade no trato das questões que dizem respeito à Amazônia, suas realidades e sua gente.

Esta viagem fez crescer em cada um de nós o compromisso de acolher as iniciativas presentes e de termos um olhar cada vez mais evangélico voltado para os nossos irmãos desta terrivelmente bela e rica, a Amazônia do Brasil!

A Comissão Episcopal para a Amazônia é a expressão do compromisso dos bispos do Brasil, selado no pacto de apoio solidário e fraterno à Igreja da Amazônia, em abril de 2003. A sua organização é pautada, desde o início, por iniciativas visando ao melhor conhecimento da Amazônia e ao espraiamento da ação da Igreja nela. Sua ênfase tem sido posta nas funções propriamente eclesiais ou religiosas, em conexão com o trabalho das demais Comissões da CNBB.

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