Vigília de oração aborda tráfico humano e migrações

Foto: AFP

Neste 8 de fevereiro, dia em que a Igreja faz memória a Santa Josefina Bakhita, grupos da Vida Religiosa Consagrada e comunidades do mundo inteiro realizam a Vigília de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas. A edição deste ano tem como foco o drama do tráfico de pessoas entre as populações itinerantes com o tema “Migração sem Tráfico. Sim à liberdade! Não ao Tráfico!”.

Também o papa Francisco está unido no apelo contra o tráfico. Na audiência geral, Francisco recordou os muitos migrantes que, diante das poucas possibilidades de canais regulares, “decidem aventurar-se por outras vias, onde com frequência os aguardam abusos de todo tipo, exploração e escravidão”.

As organizações criminosas, que se dedicam ao tráfico de pessoas, usam essas rotas migratórias para esconder as próprias vítimas entre os migrantes e os refugiados.

“Portanto, convido todos, cidadãos e instituições, a unir as forças para prevenir o tráfico e garantir proteção e assistência às vítimas. Rezemos para que o Senhor converta o coração dos traficantes – que palavra feia ‘traficante de pessoa’ – e dê esperança de reconquistar a liberdade a quem sofre por esta chaga vergonhosa”, afirmou Francisco.

A União Internacional das Superioras e dos Superiores Gerais promove a jornada de oração por meio da rede Talitha Kum, articulação mundial da vida consagrada que luta contra o tráfico de pessoas. No Brasil, a Rede um Grito pela Vida é responsável por animar a vigília.

O material preparado para este ano propõe acompanhar, “com a oração e o nosso compromisso”, os trabalhos das Nações Unidas para o Global Migration Compact, instrumento internacional com o qual os chefes de Estado e dos Governos de todos os países-membros das Nações Unidas colocam no centro da sua agenda política o tema dos migrantes e dos refugiados, reconhecendo a necessidade de uma abordagem comum e coordenada da questão migratória.

“Acendamos, nos nossos corações e com as nossas vidas, uma luz de acolhimento, de esperança e de encontro. Juntos, acendamos uma luz para a liberdade, contra toda forma de escravidão”, propõe o roteiro da vigília.

O momento de oração e reflexão tem como símbolo um bracelete ou uma fita que serão entregues aos participantes no início da vigília para formar uma corrente.

Dividida em quatro etapas, a vigília recorda as crianças, vítimas de adoções ilegais, tráfico de órgãos e pornografia infantil; os adolescentes: menores não acompanhados, migrantes; os adultos em idade de trabalho; e os anciãos, sinais da esperança.

Patrona – A história de Santa Bakhita, sequestrada aos nove anos e vendida como escrava, transparece a realidade do tráfico humano. Nascida em 1869 em Darfur, no Sudão, é conhecida como “Mãe Moretta” (nossa Mãe Morena). Josefina Bakhita carregou 144 cicatrizes físicas ao longo de sua vida, que foram recebidas quando escrava. Ela morreu em 8 de fevereiro de 1947 na Itália. Foi canonizada por São João Paulo II em 1º de outubro de 2000.

 

Baixe o material da Vigília

Share This