Artigos dos bispos

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Dom Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)

 

A Solenidade de Pentecostes encerra o Tempo Pascal e celebra a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com a Virgem Maria no Cenáculo. Cumpre-se, assim, a promessa de Cristo: “Recebereis o poder do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas” (At 1,8).

Na Primeira Leitura (At 2,1-11), São Lucas descreve o Espírito Santo manifestando-se sob os sinais do vento e do fogo. O vento recorda o sopro criador de Deus; o fogo simboliza sua presença que ilumina e purifica. Os Apóstolos, antes fechados pelo medo, tornam-se testemunhas corajosas da Ressurreição. Pentecostes marca o nascimento missionário da Igreja.

O dom das línguas manifesta também a universalidade da Igreja. Homens de diversas nações compreendem o anúncio do Evangelho. Onde o pecado havia causado divisão, o Espírito realiza a unidade. Ainda hoje, o Espírito Santo é fonte de comunhão, fidelidade e renovação espiritual.

Na Segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13), São Paulo ensina que há diversidade de dons e carismas, mas o Espírito é o mesmo. Cada fiel recebe uma missão particular para a edificação do Corpo de Cristo. A verdadeira ação do Espírito nunca produz confusão ou divisão, mas conduz à unidade da fé e da caridade.

A Liturgia de Pentecostes é enriquecida pela belíssima Sequência “Vinde, Espírito de Deus”, uma das mais profundas orações da tradição da Igreja. Nela, o Espírito Santo é invocado como “Pai dos pobres”, “consolador perfeito” e “luz dos corações”. A Sequência exprime a necessidade da graça divina para curar as feridas da alma, fortalecer a fraqueza humana e conduzir os fiéis à santidade.

No Evangelho (Jo 20,19-23), Jesus Ressuscitado aparece aos discípulos reunidos no Cenáculo, concede-lhes a paz e sopra sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo”. Cristo comunica aos Apóstolos a missão de continuar sua obra, especialmente através do perdão dos pecados. Pentecostes revela, assim, que a Igreja vive continuamente da ação santificadora do Espírito Santo.

Celebrar Pentecostes significa abrir o coração à graça divina. O cristão é chamado a invocar diariamente o Espírito Santo, buscar a conversão, viver intensamente os sacramentos e testemunhar o Evangelho no mundo. Num tempo marcado pela confusão moral, pela violência e pelo afastamento de Deus, Pentecostes recorda que somente o Espírito Santo pode renovar verdadeiramente os corações e restaurar a face da terra.

Neste Domingo de Pentecostes, somos também convidados a manifestar concretamente a caridade missionária através da Coleta realizada em todo o Estado do Rio Grande do Sul em favor da Missão mantida pela Igreja gaúcha em Moçambique. Exortamos os fiéis da Diocese de Frederico Westphalen a contribuírem com generosidade para esta importante obra evangelizadora e humanitária. Entre os missionários que ali trabalham se encontra o Pe. Mauro Argenton, sacerdote de nossa Diocese, que dedica sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço dos irmãos mais necessitados. Ajudemos, com nossa oração e solidariedade, esta missão que é expressão viva do espírito missionário de Pentecostes.

Que Maria Santíssima, presente no Cenáculo junto aos Apóstolos, ajude a Igreja a permanecer dócil à ação do Espírito Santo, vivendo com fidelidade, coragem e santidade a missão recebida de Cristo.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) 

 

“Um só corpo e um só espírito, como uma só é a esperança à qual Deus vos chamou” (Ef 4,4) 

Na semana de 17 a 24 de maio, ou seja, entre a solenidade da Ascenção do Senhor até Pentecostes a Igreja no hemisfério sul vive a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, no hemisfério norte e ocorreu entre os dias 18 e 25 de janeiro. Conforme era o desejo de Jesus que todos os povos fossem um do mesmo modo que Ele e o Pai eram um.  

Todos os anos pedimos que o Espírito Santo ilumine o coração de todos e pedimos pela unidade dos cristãos e pela paz. Jesus soprou o Espírito Santo sobre os discípulos e os enviou em missão para que dessem início a Igreja primitiva, do mesmo modo nos dias de hoje o Senhor nos envia para que saiamos e anunciemos o Evangelho, independente de raça, classe social ou religião. 

Imbuídos pelo Espírito Santo somos chamados a pregar a unidade de todos e a paz, pois temos que ter os mesmos sentimentos de Jesus. Por isso, ao longo dessa semana clamemos ao Espírito Santo que conduz e guia a Igreja para que todos os cristãos sejam um e se unam pela paz. Cristo é a cabeça da Igreja e nós somos os membros, somos os discípulos e missionários de Jesus, sejamos sal na terra e luz no mundo, e espalhemos o amor de Deus para todos.  

O tema escolhido para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano é: “Um só corpo e um só espírito, como uma só é a esperança à qual Deus vos chamou” (Ef 4,4). O tema fala daquilo que mencionamos acima somos o corpo de Cristo, pois pertencemos a Igreja na qual Ele é a cabeça. O Espírito Santo guia a nós e a Igreja, e por meio do Espírito Santo nutrimos em nós a esperança da qual Deus nos chamou.  

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é uma semana para que de fato nos dediquemos a oração e pedir a Deus que venha a paz, não somente a paz entre os cristãos, mas sobretudo a paz mundial. Estamos atravessando momentos difíceis com guerras para todo lado, e uma delas inclusive na terra onde Jesus viveu. E é exatamente guerra por busca de território e em nome de Deus. Peçamos ao longo dessa semana a paz para todos os povos.  

Ao longo dessa semana os representantes das diversas denominações cristãs são convidados a se reunirem, realizarem momentos de oração e uma vigília pedindo a paz. As diversas Arquidioceses e Dioceses espalhadas no hemisfério sul devem promover ações de oração ao longo dessa semana e inclusive uma vigília, do mesmo modo que aconteceu no hemisfério Norte em janeiro. Também deve acontecer um culto ecumênico, com o principal objetivo de promover o diálogo entre as religiões e a paz.  

Neste ano de 2026, as orações e reflexões que serão utilizadas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos foram preparadas por fiéis apostólicos armênios, com a colaboração dos irmãos e irmãs das Igrejas Católicas e Evangélicas Armênias.  

Jesus veio para todos e não para um determinado povo específico, e que todos os povos devem se unir pela paz. Jesus antes de voltar em definitivo ao Pai sopra sobre os discípulos o Espírito Santo e os envia em missão, aos quatro cantos da terra para que anunciem a Palavra de Deus, perdoassem os pecados e curassem os doentes. Nos dias de hoje, Jesus envia cada um de nós para que sejamos construtores da paz e por meio do diálogo aproximemos do Senhor aqueles que estão afastados.  

O tema proposto para essa Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos quer nos dizer que Jesus veio para todos e é um mesmo Espírito que nos une e incita a todos a promoverem a paz. Conforme observamos Jesus em sua vida pública vai na contramão daquilo que a sociedade da época pensava, enquanto a sociedade pregava o ódio, Jesus pregava o amor e a inclusão. Infelizmente é o cenário que vivemos hoje o mundo prega o ódio e a guerra, mas nós cristãos devemos pregar o amor e a paz.  

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é promovido pela Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Arquidiocese com a participação e apoio do Conic-Rio. Todo aquele que se diz “cristão” deve procurar fazer o bem, amando o próximo, escolhendo o caminho da justiça e não da injustiça, pois, Cristo ensinou justamente o caminho da justiça e do amor. Como dissemos desde o início, todas as religiões cristãs, tem a raiz em Jesus Cristo. Por isso, todas deveriam se unir e pregar a mesma linguagem do amor.  

Aqui no hemisfério Sul as igrejas celebram tradicionalmente a semana de oração pela unidade dos cristãos no período que antecede a festa de Pentecostes, período que foi sugerido pelo movimento fé e ordem, em 1926, que é um momento simbólico para a unidade da Igreja. Em contrapartida no hemisfério Norte, o período tradicional para a celebração da semana de Oração pela unidade dos cristãos (SOUC), é no período de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas por Paul Watson.  

Como em todos os anos, a nossa Arquidiocese junto com o CONIC RIO (Conselho das Igrejas Cristãs do estado do Rio de Janeiro) preparou uma programação ao longo dessa semana, atendendo ao pedido do CONIC e do Santo Padre procurando dialogar com os membros das outras igrejas, buscando juntos o caminho para a paz. Para pedirmos a Deus a paz ao mundo inteiro, primeiro os membros das igrejas cristãs precisam estar em paz, é necessário antes de tudo dar o exemplo para que todos façam o mesmo.  

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos conclui-se na solenidade de Pentecostes, no Domingo dia 24 de maio, concluindo o tempo pascal. Pedindo que o Espírito Santo infunda em todos o dom do amor e que todos os cristãos possam falar mesma língua, ou seja, a linguagem do amor. Era o desejo de Jesus que todos fossem um e edificassem aqui na terra o reino de Deus.  

As pessoas cristãs são chamadas a ser um sinal de Deus, vivendo de forma concreta a unidade na diversidade. Que todos sejam um como era o desejo de Jesus e que mesmo na diversidade de religiões, raças e línguas, estejamos unidos pela fé em Cristo e construamos uma sociedade mais justa e fraterna.  

Celebremos com alegria a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e participemos dos momentos celebrativos. Unamo-nos em oração pela paz mundial, pela tolerância religiosa e contra qualquer tipo de preconceito. Peçamos a iluminação do Espírito Santo e já que estamos no mês mariano e dentro da perspectiva dessa semana de oração rezemos o terço pela paz.  

Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

 

No sétimo domingo da Páscoa, a Igreja no Brasil celebra a solenidade da Ascensão do Senhor e, nesse dia, rende graças ao Senhor por todos aqueles que têm o dom de comunicar. Nesse domingo comemora-se também o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que, neste ano, chega à sua sexagésima edição. O Santo Padre, o Papa, sempre prepara uma mensagem para essa ocasião, como acontece nas grandes celebrações.

Além daqueles comunicadores de profissão, todos os batizados podem ser comunicadores, ou seja, podem anunciar a Palavra de Deus no ambiente em que estiverem. A mensagem também é uma reflexão para toda a comunicação em geral. Jesus, antes de voltar definitivamente ao Pai, sopra sobre eles o Espírito Santo e os envia em missão, para que continuassem tudo aquilo que Ele ensinou e pregassem o Evangelho a todos. Do mesmo modo, o Senhor nos envia, nos dias de hoje, para que saiamos e anunciemos o Evangelho a todos. Assim, todos nós somos comunicadores da Palavra.

Nos dias atuais, em que a era digital cresce cada vez mais, podemos utilizar esses meios para evangelizar e propagar a Palavra de Deus. É claro que devemos sempre usá-los com responsabilidade. Podemos formar grupos no WhatsApp e combinar momentos de oração, fazer transmissões pelo YouTube e pelo Facebook. A maioria de nossas paróquias possui canais no YouTube e outras redes sociais, por meio dos quais transmitem missas e demais momentos de oração.

Com o passar dos anos, tornou-se necessário utilizar todos os meios disponíveis. Antigamente, a Palavra era anunciada apenas de forma presencial ou por cartas; depois vieram outros meios de comunicação e, hoje, contamos também com as redes sociais. É claro que não devemos nos limitar a elas: o encontro físico continua sendo essencial. No entanto, as redes sociais ajudam muito, sobretudo aqueles que estão distantes.

O tema escolhido pelo Santo Padre, o Papa Leão XIV, para este 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais é: “Preservar vozes e rostos humanos”. A mensagem é densa e muito técnica. Supõe séria reflexão sobre o assunto. A comunicação é um dom que todo ser humano já possui desde o nascimento. Deus nos concede esse dom: desde pequenos, buscamos expressar nossas vontades e, aos poucos, vamos desenvolvendo nossa capacidade de comunicação. Com o tempo, especialmente na vida adulta, essa forma de comunicar amadurece. Devemos, portanto, preservar esse dom e revelar aos outros a verdade que vem da Palavra de Deus.

O Papa Leão XIV afirma que nos comunicamos por meio do rosto e da voz — traços únicos que carregamos desde o nascimento. Em cada encontro, nosso rosto revela nossos sentimentos, e, pela voz, expressamos o que trazemos no coração. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus; por isso, nosso rosto e nossa voz são sagrados. Somos seres de relação e, portanto, seres de comunicação.

O Santo Padre ainda alerta para o risco de dependermos apenas das redes sociais para nos relacionarmos. É necessário manter o encontro pessoal e o diálogo. Infelizmente, muitas vezes dependemos excessivamente da internet e, agora, também da inteligência artificial (IA). Não devemos colocar a tecnologia à frente das nossas relações interpessoais. Ela nos ajuda até certo ponto, mas há dimensões que exigem nossa presença, nosso olhar e nossa escuta. Se nos limitarmos ao diálogo virtual, deixaremos de perceber o rosto do outro — imagem e semelhança de Deus — e de ouvir sua voz.

O Papa também adverte que devemos tomar cuidado para não permitir que as redes sociais, especialmente com o avanço da inteligência artificial, pensem por nós. É preciso um esforço constante para refletirmos sobre nossas atitudes, prepararmos aquilo que queremos comunicar e irmos ao encontro do próximo. O importante é não termos apenas grupos “virtuais”, mas também grupos presenciais, onde seja possível dialogar, partilhar ideias e buscar consensos.

Segundo o Santo Padre, o avanço da inteligência artificial pode enfraquecer a capacidade humana de pensar. Por isso, usemos nossa inteligência: escrevamos com nossas próprias palavras, meditemos a Palavra de Deus e valorizemos os encontros presenciais, e não apenas virtuais. O Papa faz, assim, um apelo para que não nos tornemos dependentes das máquinas. Elas são ferramentas importantes, mas não podem substituir nossa responsabilidade. Caso contrário, seria como enterrar os talentos que Deus nos confiou.

O Santo Padre também apresenta desafios diante da inovação digital: utilizá-la com responsabilidade, cooperação e educação. Todos nós, especialmente aqueles que produzem conteúdo, devemos ser responsáveis pelo que publicamos, pois atingimos muitas pessoas. Infelizmente, cresce o fenômeno das “fake News”, notícias falsas que, muitas vezes, prejudicam a imagem do próximo. Sejamos prudentes: verifiquemos os fatos antes de divulgá-los.

O Papa afirma ainda que todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor consegue, sozinho, enfrentar os desafios da inovação digital e da governança da inteligência artificial. Profissionais de todas as áreas devem colaborar na construção de uma cidadania digital consciente e responsável.

Por fim, o Sumo Pontífice nos convida à educação para o uso da comunicação: é necessário verificar a veracidade das informações e desenvolver critérios que promovam uma cultura comunicativa mais saudável e responsável.

Este é o desafio que a mensagem do Papa Leão XIV propõe para este 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais: não deixemos de nos comunicar e de nos encontrar com o outro. Usemos a tecnologia com sabedoria, sempre a serviço do bem, e anunciemos a esperança que brota de Cristo Ressuscitado. Tenhamos cuidado com o uso da tecnologia, sobretudo da inteligência artificial, e não percamos o dom de nos comunicar verdadeiramente com os outros.